Magistrado aponta falhas na acusação e mantém aberto o caminho para nova tentativa na Justiça
Manoela Cardozo Publicado em 14/04/2026, às 06h00
A tentativa de Donald Trump de processar o The Wall Street Journal por uma reportagem que o relaciona a Jeffrey Epstein foi barrada pela Justiça dos Estados Unidos.
O presidente havia acionado o jornal e seus jornalistas por difamação, após a publicação de um conteúdo que mencionava uma suposta carta enviada a Epstein. O pedido de indenização era bilionário e colocava em jogo a credibilidade da reportagem.
Na decisão, o juiz Darrin P. Gayles afirmou que a ação não apresentou elementos suficientes para demonstrar que o veículo agiu com intenção maliciosa. Segundo ele, o caso não atende aos critérios exigidos quando figuras públicas alegam difamação.
O magistrado também destacou que o The Wall Street Journal procurou Trump antes da publicação e incluiu sua negativa na matéria, o que, em sua avaliação, permitiu ao público formar suas próprias conclusões.
Apesar da rejeição, o processo não foi encerrado de forma definitiva. Trump poderá apresentar uma nova versão da ação dentro do prazo estabelecido. Em resposta, ele afirmou na Truth Social que pretende seguir com o caso e classificou sua acusação como “forte”.
A Dow Jones, responsável pelo jornal, declarou estar satisfeita com a decisão e reforçou a confiança na precisão da reportagem.
O conteúdo que originou o processo menciona um material associado a Ghislaine Maxwell, produzido anos antes da prisão de Epstein. A reportagem aponta que a suposta carta atribuída a Trump faria parte desse conjunto.
Trump nega qualquer envolvimento. Ao jornal, declarou que não escreveu a carta nem produziu desenhos, afirmando que o material não corresponde à sua forma de se expressar.
A decisão não avaliou se o conteúdo divulgado é verdadeiro, mantendo essa questão em aberto enquanto o caso ainda pode ganhar novos desdobramentos.