Assassinato

Irmãos Menendez buscam liberdade em julgamento virtual; confira

O caso voltou a ganhar destaque com a produção de uma minissérie

O caso voltou a ganhar destaque com a produção de uma minissérie - Imagem: Reprodução / X / @hiddlesreid

Gabriela Thier Publicado em 25/11/2024, às 18h59

Os irmãos Lyle e Erik Menendez, atualmente cumprindo pena de prisão perpétua pelo assassinato de seus pais em Beverly Hills em 1989, estiveram presentes em uma audiência realizada nesta segunda-feira (25). O evento, conduzido de forma virtual, teve início às 10h30 no horário local, correspondendo a 15h30 no horário de Brasília. Esta audiência ocorre em um contexto de crescente mobilização pela libertação dos irmãos, após mais de três décadas de encarceramento.

Os Menendez foram condenados em 1993, após dois julgamentos que receberam ampla cobertura midiática. A acusação sustentou que o motivo por trás do crime seria a herança de uma fortuna estimada em 14 milhões de dólares deixada pelos pais, José Menendez e Mary Louise "Kitty". Por outro lado, a defesa argumentou que os irmãos agiram em resposta a anos de abusos físicos e psicológicos sofridos.

O caso voltou a ganhar destaque com a exibição da minissérie "Monstros: A História de Lyle e Erik Menendez", disponível na plataforma Netflix. O advogado dos irmãos, Mark Geragos, manifestou otimismo quanto à possibilidade de libertação dos Menendez antes do Dia de Ação de Graças, que será celebrado na próxima quinta-feira (28). Personalidades públicas, como Kim Kardashian, têm expressado apoio à causa.

Recentemente, surgiram novos desdobramentos com o depoimento de Roy Rosselló, ex-membro do grupo musical Menudo. Rosselló alegou ter sido drogado e abusado sexualmente por José Menendez, uma revelação que fortalece a tese defensiva de legítima defesa alegada pelos irmãos e pode impactar o rumo do caso.

A equipe jurídica dos Menendez está avaliando três estratégias para a libertação: reclassificação da acusação para homicídio culposo, revisão da sentença ou pedido de clemência ao governador da Califórnia, Gavin Newsom.

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