Tragédia no Quênia

Incêndio em escola feminina no Quênia deixa 16 estudantes mortas

Incêndio começou durante a madrugada e destruiu parte do alojamento estudantil; autoridades investigam as causas do fogo que deixou quase 80 feridas

Incêndio em internato no Quênia deixa mortos e feridos - Imagem: Reprodução/REUTERS

Julio Cezar Souza Publicado em 28/05/2026, às 09h35

Um incêndio de grandes proporções atingiu um dormitório de uma escola feminina no Quênia durante a madrugada desta quinta-feira e provocou a morte de 16 estudantes. O caso ocorreu na Utumishi Girls' Academy, localizada em Gilgil, no Vale do Rift, região centro-oeste do país.

Segundo autoridades quenianas, o fogo começou pouco depois da meia-noite e se espalhou rapidamente pelo prédio, permanecendo ativo por mais de duas horas. Além das vítimas fatais, outras 79 alunas ficaram feridas. A maioria delas recebeu atendimento médico e já teve alta hospitalar.

Imagens divulgadas por emissoras locais mostraram parte da estrutura destruída, com paredes cobertas pela fumaça e janelas quebradas. Do lado de fora da escola, familiares aguardavam informações sobre estudantes desaparecidas em meio à movimentação das equipes de resgate.

O ministro da Educação do Quênia, Julius Migos, afirmou que as causas do incêndio ainda são desconhecidas e que uma investigação foi aberta para esclarecer o episódio.

Relatos de testemunhas indicam que o fogo teria começado na parte superior do dormitório e avançado rapidamente pelos corredores, dificultando a saída das estudantes. Algumas jovens conseguiram escapar antes que as chamas bloqueassem os acessos do prédio.

Incêndios em escolas têm sido recorrentes no Quênia nos últimos anos. Dados do governo apontam mais de cem ocorrências registradas apenas em 2024. Em muitos casos, as investigações relacionaram os episódios a protestos de estudantes contra regras rígidas e más condições de alojamento.

A tragédia reacende a preocupação das autoridades com a segurança em internatos do país. Em 2001, um incêndio em uma escola nos arredores de Nairóbi matou 67 alunos em um dos episódios mais graves da história recente do sistema educacional queniano.

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