Crise humanitária se agrava em Caracas
Gabriela Thier Publicado em 18/12/2024, às 19h07
Recentemente, o governo da Venezuela estabeleceu uma série de condições para a concessão de salvo-condutos a seis aliados da oposicionista Maria Corina Machado, que atualmente se encontram abrigados na embaixada da Argentina em Caracas. Entre as exigências apresentadas, destaca-se a libertação de um indivíduo associado ao governo venezuelano e a emissão de um salvo-conduto para o ex-vice-presidente do Equador, Jorge Glas.
O chanceler colombiano, Luis Gilberto Murillo, tem desempenhado um papel de mediador nas negociações, embora tenha se abstido de fornecer detalhes sobre o progresso das tratativas. Os refugiados enfrentam não apenas a pressão das exigências políticas, mas também a escassez de recursos essenciais como água e energia, além de severas limitações no fornecimento de alimentos. A constante vigilância de forças de segurança nas imediações da embaixada intensifica a precariedade da situação para aqueles que buscam proteção.
A embaixada argentina em Caracas está sob custódia brasileira desde agosto e tem sido alvo crescente de pressão nos últimos meses. Essa tensão foi exacerbada após o governo argentino ter questionado os resultados das eleições que reelegeram Nicolás Maduro, provocando repercussões adicionais nas relações regionais. Enquanto isso, a Colômbia, que abriga cerca de três milhões de migrantes venezuelanos, tem tentado fomentar um diálogo entre o governo venezuelano e a oposição. Contudo, até o momento, as iniciativas de mediação não geraram resultados concretos.