Na última quinta-feira (5), o governo canadense anunciou a ampliação de sua política de controle de armas, proibindo a posse e comercialização de mais 324 modelos e marcas de armas de fogo
William Oliveira Publicado em 06/12/2024, às 11h45
O governo canadense anunciou, na última quinta-feira (5), a ampliação de sua política de controle de armas, proibindo a posse e comercialização de mais 324 modelos e marcas de armas de fogo. Esta decisão é uma extensão das restrições implementadas em maio de 2020, que abrangeram 1.500 tipos de armamentos, após um trágico tiroteio na Nova Escócia que resultou na morte de 22 pessoas.
De acordo com Bill Blair, ministro da Defesa do Canadá, a ampliação da lista se deve ao fato de as novas armas proibidas possuírem características técnicas similares às anteriormente vetadas. Essas armas são descritas como tendo um design tático militar, capacidade semiautomática e alta capacidade de carregamento.
A iniciativa visa mitigar a violência armada no território canadense. Blair destacou o compromisso do governo em adotar medidas regulatórias adicionais para garantir o rastreamento preciso de todas as armas disponíveis no mercado interno. Além disso, o governo planeja intensificar ações contra o contrabando e o tráfico ilegal nas fronteiras.
Em relação às armas já classificadas como proibidas, o ministro Blair revelou discussões com autoridades ucranianas sobre a possibilidade de doá-las para auxiliar a Ucrânia em meio à invasão russa. Ele ressaltou a importância de qualquer forma de apoio para contribuir com a resistência ucraniana: "Cada esforço que podemos fazer para ajudar os ucranianos é um passo rumo à vitória deles."
O anúncio ocorre próximo ao 35º aniversário do Massacre de Montreal na École Polytechnique, onde 14 mulheres foram mortas por um atirador que posteriormente se suicidou. A arma utilizada no ataque, um Ruger Mini-14, foi uma das incluídas na proibição inicial de 2020.