O ataque aéreo no Hospital Nasser também deixou outras 15 vítimas, incluindo um estudante e um socorrista
Gabriela Thier Publicado em 25/08/2025, às 15h46
A Associação de Imprensa Estrangeira (FPA) manifestou nesta segunda-feira sua profunda indignação e choque em relação ao bombardeio que resultou na morte de cinco jornalistas no Hospital Nasser, localizado em Gaza. A entidade solicitou explicações imediatas do Exército israelense e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sobre o incidente trágico que vitimou os profissionais da comunicação.
Os jornalistas falecidos foram identificados como Hossam Al Masri, Mohamed Salama, Mariam Abu Daqqa, Moaz Abu Taha e Ahmed Abu Aziz, todos vinculados a veículos internacionais de renome, incluindo Reuters, Associated Press e Al Jazeera. O local atingido pelo ataque aéreo, uma escada de incêndio, era amplamente utilizado pela imprensa para transmissões ao vivo, devido à sua localização estratégica e boa conectividade.
Além dos jornalistas, outras 15 pessoas perderam a vida no ataque, entre elas um estudante e um socorrista. Em resposta ao ocorrido, o Exército de Israel divulgou um comunicado reiterando que suas forças não têm como alvo os jornalistas e anunciando a abertura de uma investigação sobre o incidente.
A FPA, em seu comunicado, destacou a urgência de Israel em cessar as práticas de ataque contra profissionais da mídia, afirmando que "isso já se prolonga por tempo demais". A associação também lembrou que diversos jornalistas foram mortos em Gaza sem justificativas claras. Além disso, criticou a restrição contínua imposta por Israel ao acesso de jornalistas internacionais à região.
O apelo da FPA se estendeu aos líderes globais, instando-os a tomar medidas efetivas para garantir a segurança dos jornalistas. "Não podemos fazer isso sozinhos", enfatizou a associação, ressaltando a necessidade urgente de proteção em um contexto de crescente violência, onde desde outubro de 2024, pelo menos 245 jornalistas e outros comunicadores foram assassinados segundo dados fornecidos pelo governo de Gaza. A situação continua sendo monitorada com atenção pela comunidade internacional.