EUA

FBI frustra suposto plano de ataque contra evento de MMA na Casa Branca com presença de Trump

Investigação aponta que grupo planejava usar drones carregados com explosivos para provocar pânico e, em seguida, atacar autoridades e convidados com disparos de atiradores de elite.

Cinco homens foram acusados de participar de um suposto plano para atacar um evento de MMA na Casa Branca com drones explosivos e atiradores de elite, segundo o FBI - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 17/06/2026, às 10h38

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O Federal Bureau of Investigation (FBI) anunciou nesta terça-feira (17) que impediu a execução de um suposto plano terrorista que tinha como alvo um evento de MMA realizado no último fim de semana nos jardins da Casa Branca, em Washington. A programação contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, integrantes do governo, autoridades federais e milhares de espectadores.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, cinco homens, com idades entre 19 e 32 anos, foram presos e acusados de participação na conspiração. As detenções ocorreram em diferentes estados americanos após uma operação coordenada entre o FBI, o Serviço Secreto e outras agências de segurança.

Segundo documentos judiciais divulgados pelas autoridades, os suspeitos planejavam lançar drones carregados com explosivos nas proximidades do evento para gerar pânico e provocar uma evacuação em massa. A estratégia previa que, durante a fuga do público, equipes posicionadas como atiradores de elite disparassem contra pessoas consideradas "alvos de alto valor".

As investigações indicam que o grupo discutiu detalhes da operação em plataformas digitais e aplicativos de comunicação criptografada. Entre os temas abordados estariam rotas de fuga, locais para lançamento dos drones e possíveis alvos dentro da área do evento.

O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que a ameaça foi identificada no dia 10 de junho, poucos dias antes da realização do evento. A partir das informações coletadas, agentes federais iniciaram uma operação em vários estados que resultou na prisão dos suspeitos e na apreensão de armas, equipamentos táticos e materiais que podem estar relacionados ao plano.

As autoridades afirmam que a investigação começou a avançar após familiares de um dos suspeitos alertarem órgãos de segurança sobre comportamentos considerados preocupantes. A partir desse relato, os investigadores conseguiram identificar conexões com outros integrantes do grupo e aprofundar o monitoramento das atividades.

Embora os detalhes completos ainda estejam sob sigilo, promotores federais sustentam que o objetivo seria realizar um ataque de grandes proporções durante a celebração, que reuniu milhares de pessoas e contou com forte esquema de segurança. Segundo os investigadores, o plano incluía ações coordenadas para ampliar o número de vítimas e gerar grande impacto político e social.

O Serviço Secreto dos Estados Unidos afirmou que o evento nunca esteve efetivamente em risco graças à atuação preventiva das forças de segurança. Ainda assim, as autoridades informaram que as investigações continuam para identificar possíveis cúmplices e determinar se havia outros envolvidos além dos cinco acusados formalmente.

Os suspeitos responderão por acusações que incluem conspiração para cometer homicídio e outros crimes federais. Caso condenados, poderão enfrentar penas severas previstas pela legislação norte-americana.

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