Reino Unido, França e Grécia posicionam forças militares no Chipre após ataques com drones. As tensões aumentam no Mediterrâneo enquanto a guerra no Oriente Médio se intensifica.
Redação Publicado em 04/03/2026, às 12h29
Em meio à crescente expansão do conflito no Oriente Médio, países europeus reagiram com o envio de equipamentos militares para a região, reforçando suas presenças estratégicas e aumentando a segurança no leste do Mar Mediterrâneo. O Reino Unido, a França e a Grécia posicionaram navios de guerra, aeronaves e sistemas de defesa aérea no Chipre, um membro da União Europeia que recentemente foi alvo de ataques com drones.
Na terça-feira (3) e quarta-feira (4), o Reino Unido enviou o destróier HMS Dragon, acompanhado de dois helicópteros Wildcat equipados com capacidades antidrones. A França, por sua vez, mobilizou o porta-aviões Charles de Gaulle e uma fragata, além de sistemas antimísseis e antidrones. A Grécia também fez sua parte, enviando duas fragatas e esquadrões de jatos de guerra F-16 para patrulhar a área.
O envio das forças europeias ocorre após uma série de ataques com drones contra o Chipre, incluindo uma base militar britânica e o abate de projéteis perto do aeroporto internacional do país. As autoridades cipriotas confirmaram que o projétil que atingiu a base britânica era um Shahed iraniano, uma ameaça crescente na região.
Além de se posicionarem no Chipre, os militares europeus aumentaram a vigilância no espaço aéreo e nas águas territoriais, com a Grécia interceptando um "objeto suspeito" nas proximidades de uma base aérea cipriota.
A situação no Oriente Médio continua a se deteriorar, com o governo britânico descrevendo a situação de segurança como "volátil". A França também reportou ataques em suas bases militares na região. Enquanto isso, os Estados Unidos recomendam que seus funcionários evacuem o Chipre, com a ameaça de conflito armado aumentando.
A situação no Mediterrâneo continua a se intensificar, com vários países europeus agora envolvidos na proteção de suas bases e na resposta a ataques na região. A continuidade desses desdobramentos pode ter grandes implicações para a segurança e a estabilidade na Europa e no Oriente Médio.