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EUA podem reduzir apoio? OTAN aconselha Zelensky a se reaproximar de Trump

Mark Rutte enfatiza que a colaboração com Trump foi crucial para a resistência da Ucrânia contra a Rússia em 2022

Rutte reafirma compromisso dos EUA com a aliança militar e a importância da unidade entre Ucrânia e Europa. - Imagem: Reprodução | X (Twitter) - @AFPnews

Marina Milani Publicado em 01/03/2025, às 19h03

O chefe da OTAN, Mark Rutte, aconselhou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a buscar uma reaproximação com Donald Trump após a tensa reunião entre os líderes na Casa Branca, na última sexta-feira (28). O encontro colocou em xeque o relacionamento de Kiev com Washington, seu principal aliado militar.

Rutte classificou a reunião como "infeliz" e afirmou, em entrevista à BBC, que insistiu para que Zelensky encontrasse uma forma de restaurar o diálogo com o ex-presidente norte-americano. "Eu disse: acho que você precisa encontrar uma maneira, caro Volodymyr, de restaurar seu relacionamento com Donald Trump e o governo norte-americano. Isso é importante para o futuro", declarou.

O chefe da OTAN também lembrou que foi Trump quem forneceu mísseis antitanques à Ucrânia em 2019, o que permitiu ao país resistir à invasão russa em 2022. "Sem esses mísseis, a Ucrânia não estaria em lugar algum", disse Rutte.

Trump, por sua vez, acusou Zelensky de apostar na Terceira Guerra Mundial e afirmou que Kiev precisa "chegar a um acordo" com Washington ou "estará fora". Questionado sobre as declarações do ex-presidente, Rutte evitou comentar diretamente, mas garantiu que os EUA seguem comprometidos com a aliança militar.

Diante da possibilidade de os EUA reduzirem seu apoio militar à Ucrânia, Rutte afirmou que o objetivo da OTAN é manter a aliança unida. "É crucial que permaneçamos juntos: os EUA, a Ucrânia e a Europa, para levar paz ao território ucraniano", concluiu.

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