TENSÃO

EUA e Israel endurece postura e exige desarmamento do Hamas: "Pacificamente"

Após a libertação de reféns, Netanyahu alerta que a desmilitarização do Hamas é crucial para a paz na região e evita novas tensões

Donald Trump afirma que os EUA agirão rapidamente se o Hamas não se desarmar - Imagem: Reprodução / Instagram / @b.netanyahu

William Oliveira Publicado em 15/10/2025, às 10h01

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma declaração contundente direcionada ao Hamas, enfatizando a necessidade de desmilitarização do grupo palestino.

Em entrevista à CBS News, Netanyahu afirmou que o Hamas deve entregar suas armas e garantir que não existam fábricas de armamentos na Faixa de Gaza. "Se isso não ocorrer, o inferno vai se instalar", alertou o premiê, ressaltando que essa medida é crucial agora que os reféns foram libertados.

Durante a conversa com Tony Dokoupil, coapresentador do programa CBS Mornings, Netanyahu reiterou: "Primeiro, o Hamas precisa entregar suas armas. E segundo, é preciso garantir que não haja fábricas de armas dentro de Gaza. Não haja contrabando de armas para Gaza. Isso é desmilitarização". O líder israelense expressou esperança de que o processo ocorra de maneira pacífica.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também emitiu comentários sobre a questão. Em coletiva na Casa Branca ao lado do presidente argentino Javier Milei, Trump afirmou que, caso o Hamas não se desarme, os EUA agirão rapidamente e possivelmente de forma violenta para garantir a desmilitarização. "Mas eles se desarmarão", acrescentou o ex-presidente americano.

A posição do Hamas em relação à desmilitarização permanece nebulosa. Nos últimos dias, líderes do grupo emitiram declarações contraditórias sobre a entrega de armamentos. No último sábado (11), um alto funcionário do Hamas declarou que o desarmamento estava "fora de discussão". Contudo, dias depois, outra fonte indicou que o grupo estaria disposto a interromper suas operações armadas e abrir mão do controle da Faixa de Gaza.

Segundo essa mesma fonte, que falou sob condição de anonimato à agência Agence France-Presse (AFP), "Para o Hamas, a governança da Faixa de Gaza é uma questão encerrada". A fonte enfatizou que o grupo não participará da fase de transição, mas continuará sendo uma parte essencial do tecido palestino.

Armas Trump eua ISRAEL conflito reféns Netanyahu HAMAS Oriente Médio Faixa de Gaza política internacional desmilitarização

Leia também