Medida tem como objetivo fornecer apoio imediato ao país na luta contra a invasão russa
William Oliveira Publicado em 31/12/2024, às 09h45
Na última segunda-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, divulgou um novo pacote de assistência militar no valor de US$ 2,5 bilhões destinado à Ucrânia. A iniciativa inclui um aporte significativo de US$ 1,25 bilhão para o Exército ucraniano e outros US$ 1,22 bilhão para a Iniciativa de Segurança da Ucrânia (USAI), com o objetivo de garantir suporte imediato ao país na luta contra a invasão russa.
Além do auxílio financeiro, Biden anunciou que o Departamento de Defesa está mobilizando a entrega de centenas de milhares de projéteis de artilharia, foguetes e veículos blindados para as forças armadas ucranianas. A expectativa é que esses materiais sejam enviados com rapidez devido à proximidade do inverno, que pode complicar as operações militares no terreno.
"Minha Administração está utilizando totalmente o financiamento apropriado pelo Congresso para apoiar a retirada de equipamentos dos Estados Unidos para a Ucrânia", afirmou Biden, destacando que os EUA continuarão seus esforços ininterruptos para reforçar a posição da Ucrânia neste conflito.
Este novo pacote de assistência faz parte da estratégia de Biden de fortalecer o poder militar e econômico da Ucrânia antes da possível posse do ex-presidente Donald Trump, marcada para janeiro de 2025. Trump já manifestou sua insatisfação com os altos custos da guerra e sinalizou a intenção de buscar uma resolução rápida para o conflito assim que reassumir o cargo.
Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um total de US$ 175 bilhões em assistência financeira à Ucrânia, conforme informações do Comitê Apartidário para um Orçamento Federal Responsável. Esse apoio contínuo levou a Rússia a estreitar suas relações com aliados como a Coreia do Norte, que tem enviado tropas para auxiliar nas operações militares na região.