Medida atinge rota estratégica e provoca reação imediata de autoridade iraniana com alerta direto sobre impacto no bolso
Manoela Cardozo Publicado em 13/04/2026, às 07h00
Os Estados Unidos anunciaram neste domingo que vão impor um bloqueio no Estreito de Ormuz a partir da manhã de segunda-feira, em um movimento que pode alterar drasticamente o cenário geopolítico e econômico da região.
A decisão foi divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos, que afirmou que a medida será aplicada a embarcações de todas as nacionalidades que tenham como origem ou destino portos iranianos. Segundo a autoridade militar, o objetivo é atingir diretamente fluxos estratégicos ligados ao Irã.
“O bloqueio será aplicado de forma imparcial”, declarou o comando em publicação oficial, destacando que a restrição envolve portos localizados tanto no Golfo Pérsico quanto no Golfo de Omã.
Apesar da medida, os americanos afirmam que embarcações que não estejam vinculadas ao Irã poderão circular normalmente pelo estreito. Ainda assim, o anúncio acende um alerta global, já que a região é considerada uma das mais importantes rotas para o transporte de petróleo no mundo.
A movimentação ocorre após o ex-presidente Donald Trump reforçar a ideia de endurecer a pressão sobre Teerã, ampliando o tom de confronto em meio ao cenário de guerra e disputas estratégicas.
Do lado iraniano, a resposta veio em tom provocativo. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, publicou um recado direcionado aos americanos ao destacar os preços da gasolina próximos à Casa Branca.
“Aproveitem o preço atual da gasolina. Com o que está sendo chamado de ‘bloqueio’, vocês logo sentirão falta da gasolina a US$ 4 ou US$ 5”, afirmou.
O Estreito de Ormuz já vinha operando sob restrições impostas pelo Irã, que vinha liberando a passagem de alguns navios mediante cobrança elevada. Mesmo assim, o fluxo não havia sido interrompido completamente até agora.