EUA

Congresso realiza cerimônia para oficializar vitória de Trump

Cerimônia será presidida por Kamala Harris, que foi derrotada pelo republicano nas eleições presidenciais

Congresso realiza cerimônia para oficializar vitória de Trump - Imagem: Reprodução / Instagram / @realdonaldtrump

William Oliveira Publicado em 06/01/2025, às 10h56

Nesta segunda-feira (6), a partir das 15h, no horário de Brasília, Washington D.C. será palco de uma sessão conjunta entre a Câmara e o Senado dos Estados Unidos para a formalização da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais ocorridas em novembro de 2024.

A cerimônia, que será realizada no Capitólio — sede do Congresso norte-americano — terá a presidência da vice-presidente Kamala Harris, que também foi candidata derrotada na disputa eleitoral. Em razão da importância do evento, as medidas de segurança ao redor do local foram intensificadas.

O Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos classificou o evento como um "Evento Nacional de Segurança Especial", uma designação inédita para a certificação eleitoral, que foi concedida após solicitação do prefeito da capital federal.

Este ato representa a etapa final do processo eleitoral americano antes da posse oficial de Trump, agendada para o dia 20 de janeiro, também em Washington D.C.

A certificação da vitória do republicano legitima os resultados das eleições. Durante a cerimônia, dois senadores e dois membros da Câmara são designados como "escrutinadores" e são responsáveis pela contagem dos votos dos delegados — uma figura central no sistema eleitoral dos EUA.

Para um candidato ser considerado vitorioso na eleição presidencial, é necessário obter pelo menos 270 votos dos delegados. Trump assegurou esses votos no dia 17 de dezembro do ano anterior, mesmo com a data oficial das eleições sendo 5 de novembro.

Ao término da apuração dos votos, o presidente do Senado anunciará os resultados. De acordo com a Constituição americana, essa função cabe ao vice-presidente.

O sistema eleitoral dos Estados Unidos também permite que haja contestação dos votos do Colégio Eleitoral durante a certificação no Congresso. Conforme informações do National Archives dos EUA, essa contestação deve ser formalizada por escrito e contar com a assinatura de pelo menos um quinto dos senadores e um quinto dos representantes da Câmara.

Vale ressaltar que a contestação é válida apenas se os delegados do estado em questão não tiverem sido devidamente certificados ou se algum voto delegado não tiver sido realizado conforme as normas estabelecidas.

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