Brasileira vira ré por stalking

Brasileira é indiciada e vai a julgamento na Coreia do Sul por perseguir Jung Kook, do BTS

Mulher foi presa após tentar invadir residência do cantor em Seul e responderá por violar lei anti-stalking e invasão de propriedade

Investigação revela que Daliane deixava rastros e mensagens nas proximidades da casa do artista - Imagem: Reprodução/Instagram

Letícia Sales Publicado em 04/03/2026, às 13h21

Uma brasileira presa em janeiro após perseguir Jung Kook, integrante do BTS, foi formalmente indiciada e será julgada pela Justiça da Coreia do Sul. A informação foi divulgada pela revista norte-americana Billboard.

A mulher, identificada no inquérito como “A”, foi denunciada pelos promotores do Distrito Oeste de Seul após investigação conduzida pela Divisão de Investigação de Crimes contra Mulheres e Crianças. Ela é acusada de violar a Lei Anti Perseguição sul-coreana e de invasão de propriedade.

Segundo as autoridades, a brasileira Daliane Ferreira foi detida depois de tentar invadir a residência do cantor na capital sul-coreana. Antes disso, já era monitorada por episódios anteriores envolvendo o artista. De acordo com o boletim policial, ela deixava rastros frequentes nas proximidades do imóvel: mexia em correspondências, pendurava fotografias e escrevia mensagens nas paredes próximas ao local.

O comportamento chamou atenção desde dezembro, quando foi abordada pela primeira vez e liberada após prestar esclarecimentos. Em nova ocorrência, a agência que representa Jung Kook solicitou medida protetiva com base na rígida legislação anti-stalking do país. Mesmo com a restrição, a mulher retornou ao endereço, o que levou à prisão imediata.

Nas redes sociais, antes de ser detida, ela afirmava acreditar ter uma ligação espiritual com o cantor.

Ele deve estar deprimido lá porque um sente o outro, a alma gêmea, um sente o outro, a dor. O vazio que você sente, a dor que você sente, não pode ser preenchido se não for pela sua alma gêmea, que está em outro lugar”, relatou.

Natural da Paraíba, a brasileira permanece sob custódia enquanto aguarda os próximos desdobramentos do processo. A legislação sul-coreana prevê punições severas para casos de perseguição reiterada, especialmente quando há descumprimento de medidas judiciais.

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