Tecnologia deixa de ser experimental e ganha espaço no dia a dia da população brasileira
Gabriela Nogueira Publicado em 20/01/2026, às 16h27
Uma pesquisa internacional com 21 mil pessoas em 21 países colocou o Brasil entre os líderes globais no uso de inteligência artificial. Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros afirmam ter utilizado ferramentas de IA generativa ao longo do último ano, índice que posiciona o país na quarta colocação mundial.
À frente do Brasil aparecem apenas Emirados Árabes Unidos, Nigéria e Índia, todos com taxas acima de 80%. O dado chama atenção porque o Brasil supera, com folga, economias desenvolvidas como Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Japão, onde a adoção ainda ocorre de forma mais gradual.
O estudo aponta uma mudança clara no papel da inteligência artificial na rotina das pessoas. A tecnologia deixou de ser vista como algo distante ou experimental e passou a integrar atividades cotidianas, especialmente ligadas à produtividade, aprendizado e resolução de problemas.
Um dos resultados mais relevantes da pesquisa mostra que o principal motivo para o uso da IA já não é mais o entretenimento. Aprender algo novo, estudar temas complexos e buscar explicações rápidas se tornaram as principais razões para recorrer a ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Outro ponto destacado é a relação entre uso e percepção. Países com maior taxa de adoção da tecnologia tendem a enxergar a IA de forma mais positiva, associando seu avanço a ganhos sociais, educacionais e econômicos. No caso brasileiro, o alto nível de engajamento vem acompanhado de uma visão majoritariamente otimista sobre os impactos da tecnologia no futuro.
Especialistas ouvidos no estudo avaliam que esse cenário reflete tanto a curiosidade do brasileiro por novas soluções digitais quanto a busca por ferramentas que ajudem a contornar desafios históricos, como acesso à informação, educação e capacitação profissional.
Com a popularização cada vez maior dessas plataformas, a expectativa é que o uso da inteligência artificial siga crescendo no país, ampliando sua presença em áreas como trabalho, estudo, comunicação e serviços.