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Brasil assume presidência do Brics em 2025 e inclui Indonésia em nova expansão do grupo

O foco será em cooperação do Sul Global e alternativas ao dólar no comércio

Brasil assume presidência do Brics em 2025 e inclui Indonésia em nova expansão do grupo - Imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert

Marina Milani Publicado em 06/01/2025, às 22h34

Em um marco significativo para o Brics, o Brasil, que assumirá a presidência do grupo em 2025, anunciou na última segunda-feira (6) a admissão da Indonésia. Esta expansão reafirma o compromisso do bloco, que já inclui China, Índia, Rússia e África do Sul, com a inclusão de economias emergentes. A Indonésia, reconhecida como a nação mais populosa e a principal economia do Sudeste Asiático, foi elogiada pelo Itamaraty por sua afinidade com os objetivos do Brics, especialmente no que tange à reforma das instituições de governança global e ao fortalecimento da cooperação entre as nações do Sul Global.

A inclusão da Indonésia foi formalizada durante a cúpula do Brics realizada em Joanesburgo em 2023. Desde sua criação em 2009, o grupo tem se expandido para incluir países como Irã, Egito e Emirados Árabes Unidos, refletindo uma estratégia clara de diversificação e fortalecimento das relações entre nações emergentes. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o foco da presidência brasileira estará voltado para fomentar a cooperação entre os países do Sul Global e promover reformas nas instituições multilaterais.

Entre as prioridades definidas para este novo período está o desenvolvimento de mecanismos de pagamento alternativos que facilitem o comércio e os investimentos entre os países membros. Essa iniciativa surge após discussões na última cúpula do Brics em Kazan, na Rússia, onde foram abordadas estratégias para promover transações comerciais utilizando moedas diferentes do dólar americano.

Esse contexto se torna ainda mais relevante diante das recentes declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou implementar tarifas de 100% sobre as economias do Brics caso tentem desafiar a hegemonia do dólar no cenário internacional. Com uma nova cúpula agendada para julho no Rio de Janeiro, os líderes dos países membros se preparam para discutir esses e outros assuntos pertinentes ao futuro econômico e político do bloco.

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