Ministério palestino destaca impacto da falta de energia na água potável e necessidades básicas em Gaza
Gabriela Thier Publicado em 10/03/2025, às 17h01
Nesta segunda-feira (10), o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, expressou sua profunda preocupação em relação à situação dos habitantes da Faixa de Gaza, após Israel interromper o fornecimento de energia elétrica à única usina de dessalinização da região. Em um comunicado, o Ministério palestino de Relações Exteriores qualificou a decisão como uma "escalada no genocídio" e ressaltou as implicações severas para os deslocamentos forçados e para o já crítico estado humanitário do local.
A interrupção da energia agrava uma situação que já é alarmante, com milhares de civis enfrentando dificuldades extremas para acessar água potável e outras necessidades básicas. A declaração do ministério destaca a urgência do problema, chamando a atenção internacional para o que consideram um desastre humanitário em curso.
Enquanto isso, está prevista para esta segunda-feira a ida de uma delegação israelense ao Catar. O objetivo da missão é reiniciar as discussões sobre a possível extensão da trégua precária estabelecida entre Israel e o Hamas. No entanto, as negociações são cercadas por desentendimentos significativos entre as partes envolvidas, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade de um acordo duradouro.