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Ativistas lançam tinta na Sagrada Família em Barcelona em protesto climático; VÍDEO

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que as manifestantes são detidas por seguranças

Idealizada pelo arquiteto Antoni Gaudí (1852–1926), a Sagrada Família é um dos principais pontos turísticos de Barcelona - Imagem: X/ @FuturoVegetal

Redação Publicado em 31/08/2025, às 16h12

Na manhã deste domingo (31), duas ativistas atacaram a fachada da Sagrada Família, em Barcelona, jogando tinta vermelha e preta em uma das colunas do templo. A ação foi organizada pelo coletivo ecologista Futuro Vegetal, que acusa o governo espanhol de inércia diante da crise climática, responsável, segundo o grupo, pelo agravamento dos incêndios florestais no país.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que as manifestantes são detidas por seguranças, após gritarem por “justiça climática”. Em nota, o movimento afirmou que o protesto denuncia a falta de medidas eficazes contra as mudanças climáticas, as quais têm intensificado os incêndios que devastaram a Espanha e outras regiões da Europa neste verão.

🔥 ACTUAMOS 🚒

Lanzamos polvo tintado a la fachada de la Sagrada Familia para protestar contra la complicidad de los distintos gobiernos en los incendios que han arrasado la Península este verano 🎨 pic.twitter.com/cWwznojZJO

— FuturoVegetal🍒 (@FuturoVegetal) August 31, 2025

Idealizada pelo arquiteto Antoni Gaudí (1852–1926), a Sagrada Família é um dos principais pontos turísticos de Barcelona. Em agosto, o país enfrentou uma onda de incêndios florestais que causaram quatro mortes e destruíram mais de 350 mil hectares, em uma das maiores tragédias ambientais dos últimos anos, segundo o governo espanhol, que atribuiu a gravidade do fenômeno às alterações climáticas.

A situação começou a se normalizar neste fim de semana. A diretora de Proteção Civil e Emergências, Virginia Barcones, declarou no sábado (30) que a crise estava “chegando ao fim”.

O grupo Futuro Vegetal é conhecido por ações radicais. Em 2022, integrantes colaram as mãos a quadros de Francisco de Goya no Museu do Prado, em Madri, e, em outras ocasiões, atacaram um iate em Ibiza atribuído à herdeira da Walmart, Nancy Walton Laurie, além de protestarem contra uma mansão do jogador Lionel Messi. No ano de 2024, a polícia espanhola prendeu 22 membros do coletivo, incluindo líderes e participantes de manifestações anteriores.

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