Com mais de 300 drones e mísseis lançados, o ataque é considerado um dos mais letais desde o início da invasão russa em 2022
William Oliveira Publicado em 01/08/2025, às 10h29
Na manhã desta quinta-feira (31), um ataque aéreo devastador realizado pela Rússia sobre Kiev resultou em pelo menos 31 mortes, entre elas cinco crianças. Uma das vítimas era uma menina de apenas dois anos, encontrada sob os escombros.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que 159 pessoas ficaram feridas, incluindo 16 menores de idade. O episódio é considerado um dos bombardeios mais letais desde o início da invasão russa, que já dura quase três anos e meio.
A ofensiva envolveu o lançamento de mais de 300 drones e oito mísseis nas primeiras horas do dia. Zelensky afirmou que as operações de busca e resgate foram encerradas e declarou a sexta-feira (1º) como dia de luto nacional.
Segundo o ministro do Interior da Ucrânia, Ihor Klymenko, somente em julho a Rússia utilizou mais de 5.100 bombas aéreas guiadas, 3.800 drones suicidas e quase 260 mísseis, dos quais 128 eram do tipo balístico.
Em resposta ao ataque, Zelensky reforçou nas redes sociais o apelo por sanções mais severas contra Moscou.
“Não importa o quanto o Kremlin negue sua eficácia, as sanções funcionam – e devem ser reforçadas”, declarou.
Minister of Internal Affairs Ihor Klymenko delivered a report. In Kyiv, emergency restoration works are ongoing at the sites affected by yesterday’s attack. All search and rescue operations have already been completed. Unfortunately, as of now, 31 people have been confirmed dead,… pic.twitter.com/zcaBkosIrJ
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 1, 2025
No mesmo dia, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “repugnante” a ofensiva russa, mas expressou ceticismo quanto à eficácia das sanções em conter o avanço do Kremlin. Ele estabeleceu o dia 8 de agosto como prazo simbólico para que Vladimir Putin busque um acordo de paz. Trump também mencionou a possibilidade de novos embargos à Rússia e seus aliados até o início de setembro.