Clima extremo

“Arco do Amor” desaba na Itália no Dia dos Namorados e choca moradores

O Arco Sant'Andrea, cartão-postal da região da Puglia, colapsou após fortes chuvas na costa do Mar Adriático; local era cenário tradicional de pedidos de casamento.

O Arco Sant’Andrea, conhecido por pedidos de casamento, foi destruído após fortes tempestades no litoral da Puglia. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 16/02/2026, às 12h51

O que era símbolo de romance virou cenário de tristeza. O famoso Arco Sant'Andrea, formação rochosa natural na costa de Melendugno, no sul da Itália, desabou no último sábado (14) — justamente no Dia dos Namorados.

Conhecido popularmente como “Arco do Amor”, o monumento natural ganhou o apelido pelos inúmeros pedidos de casamento feitos sob sua estrutura de pedra, moldada ao longo de séculos pela ação do mar e do vento. Localizado na península de Salento, na região da Puglia, era um dos pontos turísticos mais visitados do litoral italiano.

O desmoronamento aconteceu após dias de fortes chuvas que atingiram a costa do Mar Adriático. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o antes e depois da estrutura — que simplesmente desapareceu, restando apenas escombros sobre as águas.

O prefeito da cidade, Maurizio Cisternino, lamentou a perda. “É um golpe devastador. Um dos pontos turísticos mais famosos do nosso litoral e de toda a Itália desapareceu”, afirmou.

A data tornou o episódio ainda mais simbólico. O 14 de fevereiro é celebrado em diversos países como o Dia de São Valentim, tradicionalmente associado ao amor e aos casais.

Mediterrâneo sob pressão
O colapso do arco não é um caso isolado. Após registrar algumas das maiores temperaturas da história recente em 2025, o Mar Mediterrâneo tem enfrentado tempestades cada vez mais intensas.

Em 25 de janeiro, o ciclone Ciclone Harry provocou destruição na cidade de Niscemi, na Sicília, abrindo uma fenda de cerca de 4 quilômetros que engoliu ruas, casas e veículos.

Especialistas alertam que tempestades no Mediterrâneo têm apresentado ventos que podem chegar a 100 km/h e ondas de até 15 metros de altura — um cenário que coloca em risco não apenas construções humanas, mas também formações naturais históricas.

O “Arco do Amor” agora faz parte da memória e das fotografias de quem passou por lá.

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