A psicografia revela os momentos finais do padre, que buscava atrair investidores para causas sociais antes de sua trágica queda
Manoela Cardozo Publicado em 29/01/2025, às 15h31
Mais de 16 anos após o desaparecimento do padre Adelir de Carli, conhecido como “padre do balão”, uma suposta carta psicografada atribuída a ele repercute nas redes sociais. O sacerdote morreu em 2008, após tentar um voo com balões de gás hélio. Seu desaparecimento gerou grande comoção na época, e seus restos mortais só foram encontrados meses depois, em julho daquele ano, quando exames de DNA confirmaram sua identidade.
A suposta mensagem foi recebida pelo médium Ricardo Sanches de Andrade, de São Paulo. No texto, o espírito do padre relataria detalhes de seus momentos finais. “Eu sou Adelir Antônio de Carli e venho contar-lhe sobre o meu desencarne trágico, porém nobre”, inicia a carta.
O texto descreve que o objetivo do voo era atrair investidores para causas sociais e que, apesar de sua experiência com balões, ele recebeu diversos alertas para não seguir com o plano. “Ignorando os alertas, preparei os balões e me lancei aos céus, porém mal sabia eu que a jornada que imaginava como grandiosa se transformaria em um pesadelo angustiante”, diz um dos trechos.
Segundo a psicografia, os balões subiram rapidamente e foram levados pelos ventos para uma direção inesperada. O padre teria tentado pedir ajuda pelo rádio, mas afirmou que sua inexperiência dificultou a comunicação. “Tudo estava indo terrivelmente errado”, descreve o relato.
Nos momentos finais, a mensagem diz que os balões começaram a esvaziar e estourar, levando Adelir a cair no mar. “O cenário tranquilo que imaginei tornou-se caótico. A água do mar me aguardava abaixo. Em meu coração, estava repleto de temor”, afirmou o padre na carta.
O texto psicografado ainda detalha o desfecho trágico. “Afundei nas águas do oceano lutando para sobreviver […] me cansava, até me afogar”, diz um trecho. Segundo o relato, parte do corpo do padre teria sido consumida por tubarões e outros peixes marinhos.
Na mensagem, Adelir de Carli teria expressado que sua fé permaneceu inabalável no momento do desencarne e que encontrou paz por acreditar na nobreza de sua missão. “Apesar dos momentos finais desafiadores, encontrei a paz em saber que minha intenção era nobre, que minha dedicação à caridade ainda poderia surtir algum resultado em meio ao labirinto da existência humana”, conclui a carta atribuída ao padre.
O corpo de Adelir de Carli foi encontrado em 4 de julho de 2008 por um barco rebocador que prestava serviços à Petrobras, próximo à costa de Maricá, no Rio de Janeiro. O exame de DNA foi realizado com amostras de um irmão do sacerdote, confirmando sua identidade.