Prazo final

Faculdades privadas têm até esta segunda-feira para aderir ao Fies do segundo semestre de 2026

Instituições interessadas em oferecer vagas financiadas pelo programa federal devem concluir o processo até o fim do dia

O Fies é uma importante política pública que facilita o acesso ao ensino superior privado para estudantes de baixa renda no Brasil - Imagem: Reprodução/José Cruz/Agência Brasil

Letícia Sales Publicado em 15/06/2026, às 11h06

As instituições privadas de ensino superior têm até as 23h59 desta segunda-feira (15) para formalizar a adesão ao processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2026. O prazo é destinado às mantenedoras que desejam disponibilizar vagas financiadas pelo programa federal.

O Fies é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) voltada ao financiamento de cursos de graduação presenciais em instituições privadas com avaliação positiva junto ao governo federal. O programa prioriza estudantes que ainda não concluíram o ensino superior e que nunca foram beneficiados pelo financiamento estudantil.

O procedimento de adesão está sendo realizado exclusivamente por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFies), no módulo FiesOferta. Durante o cadastro, as mantenedoras devem informar detalhes sobre cada curso, turno e unidade de ensino, incluindo os valores das mensalidades, critérios de reajuste e a realização de processos seletivos próprios.

As instituições também precisam apresentar propostas de oferta com, no mínimo, seis vagas por curso. Para concluir a participação, o termo de adesão deve ser assinado eletronicamente pelo representante legal da mantenedora, conforme previsto no edital do processo seletivo.

Outro ponto previsto nesta edição do programa envolve os cursos de medicina com baixo desempenho acadêmico. O edital estabelece medidas cautelares para graduações que obtiveram resultados considerados insuficientes no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

Entre as possíveis sanções está a suspensão da participação em novos contratos do Fies e também em outros programas federais de acesso ao ensino superior, como o Programa Universidade para Todos (Prouni). Dados divulgados pelo governo federal apontam que 99 cursos de medicina ficaram enquadrados em faixas de desempenho consideradas insatisfatórias.

Realizado em duas edições regulares por ano, o Fies é uma das principais políticas públicas de acesso ao ensino superior privado no país, oferecendo condições facilitadas de financiamento para estudantes de baixa renda.

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