Restituição do IR

Receita abre consulta ao maior lote da história da restituição do Imposto de Renda 2026

Segundo lote vai injetar R$ 16 bilhões na economia e beneficiar 9,58 milhões de contribuintes; pagamento cai na conta no dia 30 de junho

Após o segundo lote, ainda restam dois pagamentos programados: o terceiro em 31 de julho e o quarto em 28 de agosto de 2026 - Imagem: Reprodução/Marcos Serra/g1

Letícia Sales Publicado em 22/06/2026, às 12h24

A Receita Federal abre, a partir das 9h desta terça-feira (23), os canais de consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. O lote atual entrou para a história como o maior já registrado pelo Fisco em número de beneficiados: serão R$ 16 bilhões distribuídos para 9,58 milhões de cidadãos. O montante empata com os números recordes do primeiro lote, pago em maio.

Com o fechamento desta rodada, a Receita projeta ter quitado cerca de 80% de todas as devoluções previstas para o ano. Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões. O depósito nas contas dos contribuintes selecionados está agendado para o dia 30 de junho.

Nesta etapa, o dinheiro será destinado exclusivamente a quem possui prioridade legal ou quem garantiu vantagem ao adotar critérios modernos de envio. O grupo de prioritários soma R$ 4,49 bilhões do bolo total e está dividido entre 155.060 idosos acima de 80 anos; 1.106.923 idosos entre 60 e 79 anos; 106.294 pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave; além de 507.768 profissionais do magistério. O restante do lote — englobando 7.709.752 restituições — vai para quem utilizou a declaração pré-preenchida ou optou por receber via Pix. De acordo com o órgão, não haverá repasses para contribuintes sem prioridade neste lote.

Como saber se você está no lote?

Para descobrir se o seu nome está na lista, basta acessar o site da Receita Federal, navegar até a aba "Meu Imposto de Renda" e selecionar "Consultar a Restituição". Também é possível fazer a checagem por meio do aplicativo oficial do órgão para celulares e tablets.

Em nota oficial, o Fisco reforça os cuidados necessários com as transações:

"Assume o compromisso de realizar o pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte."

Se houver alguma inconsistência nos dados bancários informados, o sistema bloqueia o envio por segurança. Para solucionar esses casos, o governo oferece uma alternativa de resgate.

"Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota.

O processo pode ser resolvido pelo Portal BB ou pelos telefones da Central de Relacionamento da instituição: 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais cidades) e 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos), bastando informar o valor esperado e o número do recibo.

Olho vivo na malha fina

Caso o sistema aponte que você não está no lote, o caminho é acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) usando uma conta Gov.br (níveis prata ou ouro) para verificar se a declaração caiu na malha fina. Na aba "Declarações e Demonstrativos", o contribuinte consegue checar se o documento foi retido por divergências de informações.

Se o erro tiver sido cometido pelo próprio trabalhador, a correção é imediata com o envio de uma declaração retificadora. Caso a falha tenha partido da empresa (fonte pagadora) ou de um prestador de serviço médico ou educacional, o cidadão precisará aguardar que o terceiro corrija as informações junto ao Fisco para liberar o documento.

Após o lote atual, restam apenas mais dois pagamentos programados no cronograma oficial da Receita: o terceiro lote será pago em 31 de julho, e o quarto e último lote fechará o ano em 28 de agosto.

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