Projeções de inflação para 2025 caem para 5,25%, mostrando uma queda significativa em relação aos meses anteriores
Gabriela Thier Publicado em 16/06/2025, às 16h20
O cenário econômico brasileiro apresenta sinais de otimismo, com o mercado financeiro revisando suas projeções para a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Os dados foram revelados no mais recente Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central do Brasil.
Recentemente, as expectativas para o crescimento da economia mostraram um leve aumento, passando de 2,18% para 2,20% em relação ao PIB para o final de 2025. Este ajuste marca a segunda semana consecutiva de elevação nas previsões, refletindo um clima mais favorável entre os analistas econômicos.
Há quatro semanas, as projeções apontavam um crescimento ainda mais modesto, fixado em 2,02%. Para os anos seguintes, as estimativas indicam uma expectativa de 1,83% para 2026 e uma ligeira recuperação para 2% em 2027.
A trajetória ascendente da economia brasileira é corroborada por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que relataram um crescimento de 1,4% no primeiro trimestre de 2025, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário. Em 2024, o PIB registrou um aumento considerável de 3,4%, destacando-se como o quarto ano consecutivo de crescimento robusto e a maior expansão desde 2021.
No tocante à inflação, a expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que serve como referência oficial para a inflação no país — aponta para um índice de 5,25% em 2025. Este número é uma redução em relação às previsões anteriores, que eram de 5,44% há uma semana e 5,5% quatro semanas atrás.
Para os anos subsequentes, as estimativas de inflação permanecem inalteradas, com projeções de 4,5% para 2026 e 4% para 2027. Em maio deste ano, a inflação oficial foi registrada em apenas 0,26%, uma queda significativa comparada às taxas observadas em abril (0,43%) e no mesmo mês do ano passado (0,46%).
De acordo com o Banco Central, até agora a inflação acumulada no ano é de 2,75%, enquanto nos últimos doze meses atinge 5,32%. O grupo de despesas que teve maior impacto sobre a inflação em maio foi o setor habitacional, que apresentou um aumento nos preços de 1,19%, fortemente influenciado pela elevação dos custos da energia elétrica residencial em torno de 3,62%.