Processo se arrasta após tentativas frustradas de localizar ativos do empresário
Gabriela Nogueira Publicado em 22/01/2026, às 18h47
A Justiça de São Paulo autorizou a penhora de bens localizados dentro de imóveis utilizados por João Appolinário, fundador da Polishop, como forma de tentar avançar na execução de uma dívida superior a R$ 20 milhões. A decisão foi tomada depois que sucessivas tentativas de bloqueio de valores e ativos em nome do empresário não tiveram resultado significativo.
Durante a busca por recursos financeiros, o Judiciário encontrou apenas R$ 30 disponíveis em contas vinculadas a Appolinário, valor considerado irrisório diante do montante cobrado. Diante desse cenário, o juiz responsável pelo caso avaliou que a alternativa seria permitir a apreensão de objetos de valor que estejam nos imóveis associados ao empresário, especialmente considerando o padrão elevado das propriedades.
A cobrança é movida por uma empresa do setor de eletrodomésticos, que tenta receber quase R$ 25 milhões. Ao longo do processo, foram analisadas diversas possibilidades, incluindo a extensão da execução a empresas das quais Appolinário é sócio e a eventual existência de recursos em estruturas no exterior. Nenhuma dessas frentes resultou na localização de valores suficientes para amortizar a dívida.
Também foram penhoradas participações do empresário em um imóvel residencial e em salas comerciais na capital paulista, mas os bens não alcançaram valor compatível com o débito. A defesa argumentou que alguns dos imóveis são alugados e que a renda obtida seria essencial para a manutenção do empresário e de sua família.
Com a nova decisão, a expectativa é de que itens de alto valor eventualmente encontrados nos imóveis possam ser utilizados para reduzir, ainda que parcialmente, o montante devido. A lista apresentada no processo inclui objetos de uso pessoal e artigos de luxo, cuja existência será verificada durante o cumprimento da ordem judicial.
João Appolinário ainda pode recorrer da decisão. Até o momento, o empresário não se manifestou publicamente sobre o caso.