O superávit primário de R$3,588 bilhões foi impulsionado por fatores como crescimento econômico e resgate de títulos
Gabriela Thier Publicado em 30/04/2025, às 19h16
No mês de março, a dívida pública bruta do Brasil demonstrou uma redução significativa, alcançando 75,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Este resultado representa uma diminuição em relação aos 76,1% registrados no mês anterior, segundo informações divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (30).
O setor público consolidado apresentou um superávit primário de R$3,588 bilhões. Este resultado positivo é fruto de diversos fatores que influenciaram a dívida bruta, incluindo um crescimento econômico que resultou em uma queda de 0,6 ponto percentual na dívida. O resgate líquido de títulos também foi um elemento importante, contribuindo com uma redução adicional de 0,3 ponto percentual. No entanto, essa diminuição foi contrabalançada por um aumento de 0,8 ponto percentual relacionado aos gastos com juros.
Quanto à dívida líquida do setor público, os dados mostraram uma leve alta, passando de 61,4% do PIB em fevereiro para 61,6% em março. O superávit primário do último mês foi principalmente impulsionado pelos governos regionais, que registraram uma contribuição positiva de R$6,460 bilhões, ajudando a mitigar os déficits apresentados pelo governo central e pelas empresas estatais.