Mercado de trabalho

Demissão em massa: Amazon faz maior corte do ano e dispensa 16 mil pessoas

Funcionários nos EUA terão prazo para buscar recolocação dentro da companhia

- Imagem: Reprodução

Gabriela Nogueira Publicado em 28/01/2026, às 15h28

A Amazon confirmou nesta quarta-feira (28) uma nova rodada de demissões que atinge aproximadamente 16 mil funcionários em diferentes áreas da companhia. O movimento aprofunda o processo de reestruturação iniciado no fim de 2025, quando a empresa já havia desligado cerca de 14 mil pessoas em todo o mundo.

O anúncio foi feito por Beth Galetti, vice-presidente responsável pela área de pessoas e tecnologia, que apontou a necessidade de simplificar a estrutura da empresa, reduzir níveis hierárquicos e acelerar processos internos. Segundo a executiva, o objetivo é tornar a organização mais ágil em um cenário de rápidas mudanças no setor de tecnologia.

Nos Estados Unidos, os profissionais afetados terão um prazo de até 90 dias para tentar uma realocação dentro da própria empresa. Caso não consigam uma nova posição, eles receberão pacotes de desligamento que incluem indenização, suporte para recolocação no mercado e manutenção temporária do plano de saúde. A companhia não informou se os cortes atingem unidades fora do país, incluindo o Brasil.

Com cerca de 1,5 milhão de funcionários em todo o mundo, a Amazon concentra a maior parte da sua força de trabalho em centros de distribuição e operações logísticas. Ainda assim, pessoas com conhecimento do processo afirmam que áreas estratégicas como computação em nuvem, varejo digital, Prime Video e recursos humanos estão entre as mais impactadas.

Antes do anúncio oficial, um erro interno acabou antecipando o clima de apreensão entre funcionários. Um e-mail enviado por engano a equipes da Amazon Web Services mencionava desligamentos iminentes e convocava uma reunião, que foi cancelada minutos depois. A mensagem se referia ao plano interno batizado de Project Dawn, nome dado à nova fase de ajustes.

Apesar das demissões, a empresa afirma que seguirá investindo em setores considerados prioritários e continuará contratando em frentes estratégicas. A Amazon reforça que as mudanças fazem parte de um esforço contínuo para equilibrar custos, manter competitividade e sustentar o crescimento em um mercado cada vez mais pressionado por inovação e eficiência.

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