PIB brasileiro avança 1,1% no primeiro trimestre de 2026 e supera desempenho médio das principais economias do mundo
Letícia Sales Publicado em 29/05/2026, às 10h24
A economia brasileira começou 2026 em ritmo acelerado e ficou entre as que mais cresceram no primeiro trimestre do ano na comparação com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne algumas das economias mais desenvolvidas do planeta.
Segundo os dados divulgados pela entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 1,1% entre janeiro e março em relação ao último trimestre de 2025. O desempenho ficou acima da média registrada pelos países da OCDE, que tiveram crescimento conjunto de 0,4% no período.
O resultado brasileiro também superou o avanço de economias tradicionais do G7, como Estados Unidos, Alemanha, Japão e Reino Unido. Entre os cerca de 30 países analisados pela organização, 20 registraram crescimento econômico, enquanto seis tiveram retração.
Os Estados Unidos apresentaram expansão de 0,5% no trimestre, acima do 0,1% registrado anteriormente. De acordo com a OCDE, o resultado norte-americano foi impulsionado pelo aumento das exportações, pela retomada dos investimentos e pela recuperação dos gastos federais após a paralisação parcial do governo.
O Reino Unido também acelerou, passando de 0,2% para 0,6%. Já a Alemanha teve crescimento mais moderado, saindo de 0,2% para 0,3%. No Japão, a economia avançou 0,5% no primeiro trimestre.
Fora da OCDE, a China registrou crescimento ainda maior. A economia chinesa avançou 1,6% em relação ao trimestre anterior e acumulou alta anual de 5%, acima do desempenho observado no fim de 2025.
Entre os países da OCDE, a Coreia do Sul liderou o ranking de crescimento trimestral, com alta de 1,7%. Finlândia, Hungria e Suíça também aparecem entre os destaques positivos.
Por outro lado, algumas economias apresentaram queda. A Irlanda registrou retração de 2%, enquanto Israel e México tiveram contração de 0,8%. França e Portugal ficaram estáveis.
Analistas avaliam, no entanto, que o cenário econômico global pode sofrer desaceleração nos próximos meses por causa dos impactos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito elevou os preços internacionais e aumentou a pressão sobre os custos das famílias e dos governos.
A própria OCDE alerta que os efeitos do conflito no Oriente Médio podem afetar o desempenho econômico mundial já no segundo trimestre de 2026, principalmente por causa das incertezas no mercado internacional e da alta nos preços da energia.