VIOLÊNCIA

Após 61 socos, vítima passa por cirurgia de reconstrução facial

Procedimento cirúrgico durou cerca de sete horas; caso pode resultar em sequelas permanentes

Vítima foi brutalmente agredida dentro de um elevador - Imagem: Reprodução / Câmera de Segurança

William Oliveira Publicado em 02/08/2025, às 16h57

Na noite desta sexta-feira (1º), a equipe médica do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN/Ebserh), em Natal, divulgou detalhes sobre a cirurgia de reconstrução facial realizada em uma mulher brutalmente agredida dentro de um elevador. A vítima foi atingida por 61 socos, o que provocou fraturas graves em diversas regiões do rosto. O procedimento cirúrgico durou cerca de sete horas.

Segundo o Dr. Kerlison Paulino de Oliveira, cirurgião buco-maxilo-facial envolvido no caso, a paciente apresentava fraturas severas na mandíbula, no maxilar superior e no osso zigomático — popularmente conhecido como maçã do rosto. Também foi identificado um trauma nasal de menor gravidade.

"Não chegamos a contar o número de fraturas, mas havia lesões extensas e bastante fragmentadas em diferentes regiões da face", explicou o médico.

Para reconstruir as estruturas ósseas, a equipe utilizou placas e parafusos. Em regiões com separação mais acentuada entre os fragmentos, foi necessário o uso de placas mais rígidas para garantir a estabilidade da face.

Apesar do êxito técnico da cirurgia, os profissionais alertam para a possibilidade de sequelas permanentes. "Lidamos com fragmentos distantes entre si. Mesmo com fixação adequada, há risco significativo de comprometimentos funcionais ou estéticos", afirmou a equipe médica.

A paciente está em recuperação sob observação médica. Até o momento, não houve necessidade de encaminhamento à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A previsão inicial é de que ela permaneça internada por pelo menos dois dias, embora a alta dependa da evolução clínica.

"Vou avaliá-la novamente ainda esta noite para definir os próximos passos", concluiu o médico responsável pelo acompanhamento.
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