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Dia a Dia

Adalberto, da ‘Adalbertolândia’, conhecida como a ‘Disneylândia do Sumaré’, é enterrado em Rio Preto

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Adalberto Bueno morreu aos 95 anos, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Ele foi sepultado na manhã deste domingo (20).

O corpo de Adalberto Costa de Campos Bueno, o criador da “Adalbertolândia”, parque conhecido como a “Disneylândia do Sumaré”, na zona oeste de São Paulo (SP), foi enterrado na manhã deste domingo (20), no cemitério São João Batista, em São José do Rio Preto (SP).

Adalberto Bueno morreu no último sábado (19), aos 95 anos, em Rio Preto. A causa da morte não foi divulgada.

Gerações de crianças frequentaram o parque, inaugurado em 1969, com o propósito de transformar uma área privada em um espaço público, totalmente gratuito.

“Tem gente que entra aqui, estranha e pergunta: ‘mas tudo isso aqui de graça? Por quê?’. Eu falo: ‘dá uma lidinha aqui nesta placa: é dando que se recebe'”, contou seu Adalberto em entrevista ao g1, em 2019.

A placa do terreno da família, de cerca de 300 metros, dá boas vindas ao público e cita os princípios do espaço, na esquina das ruas Professor Paulino Longo e Plínio de Moraes:

“Paralelamente ao prazer de proporcionar um recanto agradável e seguro para os queridos pequerruchos, este parquinho pretende passar para eles a vivência de dois princípios que estimulam a formação de uma comunidade sadia e igualmente justa para todos:

1 – Sempre podemos – e devemos – oferecer alguma coisa para os outros e sem pedir nada em troca (a felicidade que despertamos nos outros vai se refletir em nós mesmos);

2 – Todos podemos – e devemos – viver em perfeita harmonia, independentemente de cor, religião, nacionalidade, ou poder aquisitivo. (não é muito melhor assim?)”.

Placa que dá boas vindas e mostra os princípios do parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

Placa que dá boas vindas e mostra os princípios do parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

O texto também lembra que a Adalbertolândia é a “única lândia que é de graça”.

Seu Adalberto preferia que o parque não levasse o seu nome, queria algo como “Criançolândia”, que remetesse à Disney, dos Estados Unidos, e à infância. Mas as crianças queriam tanto que ele cedeu. Devem ter insistido muito, já que receber homenagens ou estar no centro das atenções não são seu forte. Foi de sua preocupação com o outro que surgiu o parque.

Publicitário por 40 anos, professor de inglês, pai e avô, seu Adalberto se dizia realizado com o parquinho, que abre aos sábados, domingos e feriados, das 8h até o entardecer.

Criança brinca no parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

Criança brinca no parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

Seu Adalberto contou que resolveu abrir o parque porque as crianças só brincavam na poeira das ruas.

“Há 50 anos, a área era recém-urbanizada, e as ruas não eram calçadas. Tinha muita poeira no verão e barro no tempo de chuva. Em volta do quarteirão, eram 32 crianças [com idade] entre dois e dez anos”, contou.

“Então, as crianças brincavam ou no barro ou na poeira. E o terreno da família, vazio. Então, resolvi tirar as crianças da rua, do barro e da poeira, e construí o parquinho, que agora está completando 50 anos.”

O primeiro brinquedo foi o castelinho, que garante uma vista para as ruas do Sumaré e “é permitido para crianças de até 100 anos (com seguro)”. Todos os brinquedos têm indicações para as idades: até cinco anos, até oito, etc.

Seu Adalberto, no primeiro brinquedo do parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

Seu Adalberto, no primeiro brinquedo do parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

Depois, seu Adalberto trouxe o carrossel. Ele reformou o brinquedo, que estava todo quebrado no depósito da antiga loja de departamento Sears. Também construiu os bancos de madeira do parquinho, trouxe o balanço, a gangorra – e conta que limpa as trilhas com frequência e repinta os brinquedos. “As crianças gostam muito dos caminhos da floresta”, diz.

Tudo leva mensagens carinhosas e pedidos para as crianças cuidarem do espaço. Até o lixo fala com o público (quando a lixeirinha é aberta, dá “oi, tudo bem?”).

Lixeira do parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

Lixeira do parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

A especulação imobiliária também bateu à porta de seu Adalberto nos últimos 50 anos. E a resposta foi sempre a mesma: “por enquanto, não estou interessado em vender”.

A “Adalbertolândia” não festejou seus 50 anos e três gerações de frequentadores. No dia 12 de junho, data da inauguração e quando o g1 esteve no parquinho em 2019, seu Adalberto, como de costume, cuidava dos brinquedos, pregava bandeirinhas de festa junina no carrossel e colocava a placa comemorativa:

“50 anos deste parquinho. Em vez de festa, comes e bebes, prefiro mil vezes que façam, de todo o coração, uma oração pela felicidade de todos que passaram, que ainda passam e que ainda passarão por este parquinho, levando consigo a certeza de que ‘é dando que se recebe’, como dizia São Francisco de Assis, e que sempre será a razão deste parquinho. Sejam bem-vindos, Adalberto”.

 

Placa comemorativa dos 50 anos do parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

Placa comemorativa dos 50 anos do parquinho — Foto: Cíntia Acayaba/g1

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G1

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