É "tranquilo" afirmar que o Brasil vai ter uma surpresa nas Olimpíadas. O difícil é apontar qual seria essa surpresa, já que, como já diz o nome "surpresa" ,

Redação Publicado em 27/05/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h54
Arthur Nory no solo nas Olimpíadas do Rio em 2016, Felipe Kitadai no judô em Londres 2012, Ketleyn Quadros no judô em 2008, Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona em 2004 e Carlos Honorato no judô em 2000. O que essas medalhas têm em comum?
Foram consideradas surpresas. Claro que todos os atletas citados acima eram muito bons e tinham totais condições de pódio. Mas, quando chegaram nas Olimpíadas, não estavam cotados entre os favoritos nem entre candidatos ao pódio nas provas citadas. Não tinham conquistado medalhas em Campeonatos Mundiais ou torneios importantes antes daquela Olimpíada, e não entravam na previsão de medalhas dos principais especialistas, nem mesmo das próprias Confederações.
Isso não significa que os próprios atletas não acreditavam em si mesmos. Eles, claro, sempre souberam que aquela medalha era possível. Os que adoram fazer previsões, e eu me incluo nessa, que não perceberam.
É “tranquilo” afirmar que o Brasil vai ter uma surpresa nas Olimpíadas. O difícil é apontar qual seria essa surpresa, já que, como já diz o nome “surpresa” , é uma coisa que poucos esperam.
Toda semana tenho atualizado o “Termômetro Olímpico”, com as 40 principais chances de medalha do Brasil. É bem provável que mais de 90% das medalhas do Brasil saiam dessa lista, mas é claro que vamos ter uma surpresa. Ou até mais que uma. Alguns nomes que não estão na lista dos 40 nomes no Termômetro não seriam exatamente surpresas, embora não sejam favoritos, casos de Hugo Calderano (tênis de mesa), o futebol feminino, Ícaro e Edival do taekwondo, e Felipe Wu do tiro.
Mas há sim algumas possibilidades de medalhas “surpresas”, que seriam os casos de, por exemplo, o revezamento 4x100m feminino do atletismo, ou de Wanderson Oliveira e Jucielen Romeo, do boxe, ou mesmo do esgrimista Guilherme Toldo. Na natação, a surpresa pode vir com Fernando Scheffer, enquanto na vela a dupla da Nacra 17 Samuel Albrecht/Gabriela Nicolino pode beliscar um pódio. No judô, quase sempre há espaço para azarões, que seriam os casos, por exemplo, de Daniel Cargnin e Larissa Pimenta.
Enfim, a torcida é para que haja muitas surpresas positivas para o Brasil, mas geralmente uma, ou no máximo duas.
A grande dúvida é : qual será a surpresa?

Guilherme Costa Brasil em Tóquio blog — Foto: Reprodução
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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