Em 4 meses o Projeto já acumula quase 1.500 casos atendidos espalhados por 23 estados mais o DF Por Andressa Zafalon Hoje, 7 de agosto, a Lei Maria da Penha

Redação Publicado em 07/08/2020, às 00h00 - Atualizado às 01h47
Hoje, 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 14 anos que foi sancionada. E, junto com essa data, a gente também tem notícia de que a violência doméstica aumentou na quarentena, mas queremos te mostrar isso em números e situações. A intenção é que todos passem a ver essa situação como um problema grave, o que na verdade é mesmo.
Um X vermelho feito de batom na mão, um botão de pânico num aplicativo de loja on-line e até um vídeo fake de automaquiagem que, na prática, orienta a denunciar o agressor. São formas inusitadas que governo, empresas e organizações da sociedade civil encontraram para mobilizar a ajuda pra mulher que está em busca de socorro, vítima da violência doméstica.
Esse número, infelizmente, cresce a cada dia. Desde abril, quando o isolamento social imposto já durava mais de um mês, a quantidade de denúncias de violência contra a mulher cresceu quase 40% no canal 180. Isso comparado ao mesmo mês em 2019, de acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH). Segundo os especialistas, esse número aumentou pelo fato da mulher estar isolada dentro de casa e, na maioria das vezes, convivendo com o agressor.
Essa situação movimentou muitas pessoas e entidades a darem mais atenção para o assunto, o que deveria acontecer desde sempre, porém, quando se há um aumento considerável como esse, ou quando esses números passam a ter nomes que nós conhecemos, automaticamente, passa-se a enxergar melhor a relevância de se discutir e criar propostas para que a diminuição venha o quanto antes.
É nesse ponto que entra o Projeto “Justiceiras”, criado pela promotora de justiça, Gabriela Manssur, do Instituto Justiça de Saia; a administradora e advogada Anne Wilians, do Instituto Nelson Wilians; e o empresário João Santos, do Instituto Bem Querer Mulher. Esses profissionais uniram seus Institutos e desenvolveram o Projeto “Justiceiras”. A situação de quarentena por causa da pandemia do coronavírus, fez com o que o Projeto saísse do papel antes do previsto.

Gabriela Manssur – Promotora de Justiça; Instituto Justiça de Saia e Anne Wilians – Advogada;
Instituto Nelson Wilians
O “Justiceiras” tem como objetivo orientar as mulheres que estejam em situação de violência a realizarem, quando quiserem, o boletim de ocorrência (on-line ou presencial) ou, ainda, para fazer os pedidos de medidas protetivas. Mas o Projeto vai muito além disso, é uma rede de mulheres unidas para informar e, antes de mais nada, apoiar, fortalecer e encorajar as meninas e mulheres que estão passando pela violência doméstica. São mulheres que acreditam sim, que existe vida após a violência!
Conversamos com a idealizadora do Projeto, a promotora Gabriela Manssur, para saber mais detalhes de como esse projeto funciona.
Segundo Gabriela, o “Justiceiras” veio para salvar as mulheres e acolhê-las, nunca julgá-las. “Formamos uma rede de mulheres no Brasil todo. Um dos nossos objetivos é desenvolver e buscar parcerias para a construção de políticas públicas, além de apoiar as já existentes, para o fortalecimento da autoestima da mulher, e para suprir suas necessidades básicas e exercício de todos os seus direitos: saúde, liberdade, segurança, trabalho, educação e dignidade.”
Para saber mais sobre o projeto ou fazer uma denúncia, o contato pode ser feito pelo WhatsApp (11) 99639-1212.
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