O ministro da Educação, Abraham Weintraub, compareceu à sede da Polícia Federal na tarde desta quinta-feira (5) para prestar depoimento sobre a acusação de

Redação Publicado em 05/06/2020, às 00h00 - Atualizado às 11h51
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, compareceu à sede da Polícia Federal na tarde desta quinta-feira (5) para prestar depoimento sobre a acusação de racismo em uma manifestação sobre chineses. O ministro, porém, se negou a responder às perguntas da PF e entregou suas declarações por escrito . Na saída, foi carregado nos braços por apoiadores.
O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Celso de Mello, e foi aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa tentou suspender junto ao STF o depoimento, mas não obteve sucesso. Com isso, Weintraub teve que comparecer pessoalmente à PF.
No início do mês, em meio à pandemia do novo coronavírus, Weintraub publicou em seu Twitter uma postagem satirizando o modo de falar dos chineses, que provocou dura reação da embaixada da China no Brasil. O ministro da Educação insinuou que os chineses poderiam se beneficiar da crise decorrente do coronavírus e chegou a usar a forma de o personagem Cebolinha, de Maurício de Sousa, falar trocando o “r” pelo “l”, em uma referência ao sotaque de chineses que falam português. O embaixador da China, Yang Wanming, chamou Weintraub de racista e o ministro apagou a publicação.
A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) também prestou depoimento à PF ontem por cerca de duas horas na sede do órgão em Brasília, mas em outra investigação. Alvo do chamado inquérito das “fake news” no STF, a parlamentar defendeu a liberdade de expressão, mas disse à coluna de Bela Megale no site do Globo que “ouviu todas as perguntas” do delegado e que preferiu não responder por não ter tido acesso ao conteúdo da investigação.
“Ouvi as perguntas e, como não tive acesso ao inquérito, preferi não responder, mas fiz constar algumas informações que considero relevantes, como a liberdade de expressão, meu respeito às instituições, à Constituição e o respeito às garantias fundamentais”, afirmou.
O depoimento de Weintraub movimentou ontem a base bolsonarista digital. A hashtag #fechadoscomweintraub ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter e chegou a ser compartilhada pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.
Em uma rede social, Weintraub fez ontem uma postagem afirmado que não foi racista nessas declarações e defendendo sua “liberdade de expressão”, horas antes de ter que ir à PF prestar o depoimento. “Enriquecimento ilícito, servidor público bilionário e roubar o dinheiro do cidadão, do pagador de impostos, deveria ser o principal crime a constar na Lei de Segurança Nacional”, escreveu o ministro.
Após o depoimento, Weintraub também fez uma manifestação em rede social dizendo que foi “muito bem recebido” pelo novo diretor-geral da PF Rolando Alexandre de Souza, escolhido por Bolsonaro após a saída do diretor Maurício Valeixo, que era nome de confiança do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. “Prestei depoimento à PF, em respeito à polícia. Fui muito bem recebido pelo diretor-geral Rolando e por toda sua equipe. Agradeço especialmente a você, que me apoia na luta pela liberdade”, escreveu.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

O lugar a que pertencemos

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

STF oficializa fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Carol Barcellos vence fuso e falta de espaço em treino intenso em Tóquio

Linha 7-Rubi tem operação reduzida após problemas ferroviários e medidas de segurança em São Paulo

Tráfego Pago vs. Orgânico: Quando vale a pena investir dinheiro em anúncios?

Desabamento de sobrado deixa uma pessoa morta e duas feridas no Cangaíba, Zona Leste de São Paulo

Cristiano Ronaldo se incomoda com pergunta sobre Messi e se recusa a responder

Justiça condena Nego Di a mais de 14 anos de prisão em novo caso