Nascido no bairro de Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, Matheus Fernandes Ferreira, mudou-se para o Estados Unidos com a mãe , aos 8 anos. A família fora

Redação Publicado em 15/09/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h23
Nascido no bairro de Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, Matheus Fernandes Ferreira, mudou-se para o Estados Unidos com a mãe , aos 8 anos. A família fora acompanhar o padrasto, professor de jiu-jítsu na Flórida. Lá, Matheus fez a high school mas, por possuir parentes no Brasil, diz voltar ao país anualmente. No fim de semana, suas férias, porém, acabaram mal: Gringo, como é conhecido aqui, foi preso em uma lanchonete de Copacabana, na Zona Sul do Rio, acusado de tráfico de drogas.
Em imagens encontradas em redes sociais, Matheus ostenta com fuzil e canta músicas de apologia ao crime. “Só soldado preparado, menor descontrolado… Se os cana (sic) apontar, a bala vai comer”, diz ele em um dos vídeos. Em outro, ele fuma o que parece ser um cigarro de maconha e mostra maços de notas de dólares dentro de um carro: “Tô só esperando aqui na Flórida, é só brotar, é tudo nosso”.
De acordo com o depoimento prestado por Matheus na 14ª DP (Leblon), na última vinda ao Brasil, ele contou ter resolvido trazer na bagagem 500 gramas de óleo de THC, a substância alucinógena da maconha. O material teria sido comprado de traficantes de Boca Raton, no Sudeste da Flórida, por U$ 2.500, e seria vendido de R$ 300 a R$ 400 o grama. Matheus contou ainda que teria acionado David Felippe de Britto Gonçalves, conhecido como Paquetá, por WhatsApp para fazer a venda da droga.
Segundo o delegado Antenor Lopes Martins Júnior, titular da 14ª DP, David vem a ser um dos responsáveis pela invasão ao Complexo de São Carlos, na Região Central da cidade, no último dia 26. Na ocasião, mais de 80 bandidos levaram terror aos bairros do Estácio e Rio Comprido. David estava na lanchonete com Matheus e também foi preso. Ele tem diversas anotações criminais por roubo e tráfico de drogas:
“Encontramos outros tipos de droga, como haxixe e skank na casa da avó do Matheus, em Niterói. A família disse que acreditava que ele tinha vindo ao Brasil apenas para visitar o filho. Ele não tem antecedentes e os parentes estão chocados com essa situação”.
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iG
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