Diagnosticado com obstrução urológica, o presidente Michel Temer deixou na noite desta quarta-feira (25) o Hospital do Exército, em Brasília, sete horas após

Redação Publicado em 26/10/2017, às 00h00 - Atualizado às 09h10
Diagnosticado com obstrução urológica, o presidente Michel Temer deixou na noite desta quarta-feira (25) o Hospital do Exército, em Brasília, sete horas após a internação.
Ao deixar o hospital, ao lado da primeira-dama Marcela, Temer disse aos jornalistas: “Estou inteiro”. O presidente também fez um sinal de positivo (veja na foto abaixo). De acordo com a assessoria, Temer seguiu para o Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência.
No Twitter, o presidente também escreveu: “Boa noite! Hoje tive um desconforto e fui submetido a uma série de exames. Estou bem. A orientação médica foi p/ que eu fique em repouso pelos próximos dias. Agradeço a todos que enviaram mensagens preocupados com minha saúde.”
Apesar da recomendação médica, a agenda do presidente tem compromissos previstos na tarde desta quinta-feira – uma audiência com um deputado e uma cerimônia no Planalto.

Presidente Michel Temer deixa hospital em Brasília e faz sinal de positivo; ele disse estar ‘inteiro’ (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Mais cedo, nesta quarta, Temer sofreu mal-estar enquanto despachava do gabinete dele no Palácio do Planalto.
Segundo a Presidência, Temer teve um “desconforto” no fim da manhã e foi consultado, primeiro, no departamento médico do Planalto.
Na ocasião, o médico que atendeu o presidente constatou obstrução urológica e orientou Temer a ir para o hospital.
Por volta das 16h, o Planalto informou que Temer havia sido submetido a uma sondagem vesical de alívio por vídeo e passava bem.
Segundo apurou o jornalista José Roberto Burnier, da TV Globo, Temer tem urologista em Brasília e, se houver necessidade de cirurgia, irá para o hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
O médico do presidente, Roberto Kalil, ficou em contato com a equipe do Hospital do Exército.
Durante a tarde, chegou a ser avaliada a possibilidade de Temer ser levado a São Paulo ou de Kalil ir até Brasília.
Temer teve o mal-estar enquanto acontecia na Câmara dos Deputados a sessão convocada para votar a denúncia contra ele, apresentada pela Procuradoria Geral da República.
O presidente foi acusado dos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.
O prosseguimento da denúncia da PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) depende da autorização da Câmara dos Deputados. A votação do parecer que recomenda barrar esse avanço da peça teve início por volta das 19h desta quarta.
Temer passou os últimos dias buscando votos para barrar a denúncia. Ele teve mais de 12 horas de reuniões na terça, em uma maratona de encontros com deputados. À noite, o peemedebista foi a um jantar com deputados aliados, oferecido pelo vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG).
Nesta quarta, Temer chegou ao Planalto por volta das 8h50 e teve, conforme a agenda oficial, encontros com ministros e deputados aliados. As audiências duraram das 9h às 11h30.
Entre as pessoas recebidas por Temer nesta quarta estão os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil), alem dos deputados Caio Nárcio (PSDB-MG), Aluisio Mendes (Pode-MA), Ademir Camilo (Pode-MG) e Jozi Araújo (Pode-AP).
Temer ainda se reuniu com o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, e os deputados Sinval Malheiros (Pode-SP) e Maurício Quintella (PR-AL).
No intervalo das reuniões, Temer acompanhou, pela TV, a fala do advogado dele, Eduardo Carnelós, na sessão da Câmara.
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