O Supremo Tribunal Federal (STF) validou o Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020), sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em julho do ano

Redação Publicado em 03/12/2021, às 00h00 - Atualizado às 06h49
O Supremo Tribunal Federal (STF) validou o , sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro . O marco prevê a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033 e viabiliza a injeção de mais investimentos privados no setor.

O julgamento foi iniciado na semana passada e terminou nesta -feira com placar de 7 votos a 3 a favor da constitucionalidade da lei.
A legalidade de alguns pontos do marco foi questionada pelo PDT, PCB e o PSOL. Entre as argumentações, os partidos sustentaram que as regras induzem empresas privadas de saneamento e fornecimento de água a participarem de licitações em locais onde as estatais que realizam os serviços não apresentam prejuízos, deixando as companhias deficitárias sob a responsabilidade de estados e municípios. Segundo as legendas, a medida pode penalizar a população pobre e criar um monopólio no setor, além de violar a autonomia dos estados.
No julgamento, prevaleceu o voto do relator, ministro Lux Fux, proferido no dia . Segundo o ministro, o Congresso optou pelo modelo facultativo de concessão e manteve a autonomia federativa.
Além disso, segundo Fux, o Marco Legal poderá reduzir os gastos públicos com o sistema de saúde, contribuir para revitalização de bacias hidrográficas, com a conservação do meio ambiente e a redução de perda de água, além de proporcionar mais qualidade de vida para a população.
O voto foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.
Na sessão de , a ministra lembrou que a presença de lixões ainda é observada em diversos municípios do país e que a Constituição brasileira cita a palavra saúde 83 vezes.
“Nós estamos vendo que os lixões servem como se fossem marmitas apodrecidas que as pessoas catam. Portanto, ao invés da sociedade brasileira construir centros de melhoria de alimentos, saúde, educação, está propiciando esse tipo de situação”, afirmou.
O ministro Edson Fachin abriu divergência e entendeu que a lei viola a autonomia dos estados ao normatizar a concessão de serviço local. Ricardo Lewandowski e Rosa Weber também acompanharam o ministro nesse ponto.
No dia , primeiro dia do julgamento, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a constitucionalidade do marco. Segundo o órgão, a lei buscou reduzir a ineficiência do setor e possibilitou a estimativa de investimento de R$ 357 bilhões até 2033.
De acordo com a AGU, 46,8% da população brasileira não têm acesso ao tratamento de esgoto e a perda de água na distribuição é de 38,5%.
.
.
.
.
Agência Brasil
Leia também

Aeroportos e rodovias de SP têm movimentação intensa na saída para o feriado de Finados

Pastor, sogro da cantora Perlla, é alvo de mandado de prisão preventiva

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Seripieri Filho preso na Lava Jato apadrinha nome para comando da ANS

Navio-hospital chinês deixa o Rio após visita cercada de desconfiança

Erika Hilton cobra Senado e defende fim da escala 6x1 durante Parada LGBT+ em SP

Alexandre Frota se oferece para pagar multa de jornalista condenado em ação movida por Carla Zambelli

Senado deve iniciar debate sobre o fim da escala 6x1 nesta semana

PM de folga é baleado ao reagir a assalto na Zona Sul de São Paulo

Seis pessoas ficam feridas após tiroteio em casa de eventos no interior de SP