O júri popular de seis dos sete acusados pela morte de Israel Melo Júnior, de 16 anos, no dia 2 de fevereiro de 2016, ocorre nesta segunda-feira (7) em

Redação Publicado em 07/08/2017, às 00h00 - Atualizado às 10h57
O júri popular de seis dos sete acusados pela morte de Israel Melo Júnior, de 16 anos, no dia 2 de fevereiro de 2016, ocorre nesta segunda-feira (7) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Na época, um vídeo da decapitação foi divulgado nas redes sociais.
Os envolvidos são denunciados por sete crimes: cárcere privado, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, tortura e dissimulação, destruição de cadáver, ocultação de cadáver, vilipêndio e formação de quadrilha.
Vão ser sorteados sete entre 60 jurados para participar do julgamentoque deve durar três dias.
O sétimo réu, Valter Carlos Mendes, será julgado separadamente. O G1 não conseguiu contato com o Fórum da Comarca de Joinville para saber o motivo.
Os dois primeiros suspeitos foram presos em 5 de abril: Leonardo Felipe Bastos e Luciano da Silva Costa. Na semana seguinte, mais três homens foram presos por participarem do crime: Valter Carlos Mendes, Henrique Alexandre Guimarães, e Jonathan Luis Carneiro.
Em maio, ocorreu a prisão de Thomaz Anderson Rodrigues. O último a ser preso foi Carlos Alexandre de Melo, conhecido como Neguinho, em 31 de agosto.
A cabeça do adolescente foi encontrada dentro de uma sacola em uma esquina do bairro Jardim Paraíso. Em 10 de maio, a polícia encontrou o local onde a vítima foi decapitada.
Um vídeo que mostra a decapitação do adolescente foi fundamental para a identificação do local, de acordo com o delegado Wanderson Alves Joana. A gravação feita pelos criminosos foi parar nas redes sociais e acabou anexada ao inquérito policial.
Quando a polícia foi até o local do crime, foi encontrado um machado, que teria sido usado na decapitação, e um lençol, usado para amarrar a vítima.

Israel Mello Júnior foi morto em fevereiro (Foto: Reprodução/RBS TV)
No dia do crime, os suspeitos sequestraram por um dia duas pessoas que serviram como “isca” para atrair a vítima. O delegado não revelou que relação essas pessoas tinham com o adolescente.
As “iscas” foram levadas para o bairro Ulisses Guimarães, na zona Sul de Joinville. Lá, em uma casa abandonada, a vítima foi morta, provavelmente na madrugada de 1º de fevereiro. O laudo cadavérico indicou que o adolescente foi torturado antes de morrer e que foi agredido depois da morte.
Segundo o delegado, duas organizações criminosas disputam os pontos de tráfico na cidade, uma na zona Sul e outra na Norte. Por isso, o grupo levou a cabeça para a área da organização criminal rival, como uma demonstração de força no “território inimigo”.
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