Opromotor de Justiça Marcelo Sigari Moriscot entrou com uma ação civil pública contra seis pessoas envolvidas na “Farra do Ponto”, no Conjunto Hospitalar de

Redação Publicado em 13/07/2018, às 00h00 - Atualizado às 15h37
Opromotor de Justiça Marcelo Sigari Moriscot entrou com uma ação civil pública contra seis pessoas envolvidas na “Farra do Ponto”, no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (SP), denunciada em janeiro pelo G1 e pela TV TEM. A denúncia do promotor foi feita na esfera cível.
O promotor também denunciou os chefes diretos dos médicos Newton Canicoba e Francisco Manoel dos Santos Mendes, e do cirurgião-dentista Elias Agostinho Neto que, no entendimento da promotoria, teriam colaborado com atos de improbidade.
Os profissionais foram flagrados pelas equipes de reportagem batendo o ponto de entrada e saindo durante o expediente para fazerem atividades particulares, como volta para casa, fazer ginástica e atender no consultório. Eles só voltavam no fim da suposta jornada de trabalho que deveriam ter cumprido.
A ação civil pública também pede o arquivamento da investigação contra João Fernando Pontes, que seria chefe do cirurgião dentista.
O cirurgião-dentista Elias Agostinho Neto disse à TV TEM que não está sabendo sobre a ação. Os médicos Newton Canicoba e Francisco Manoel dos Santos não foram localizados para comentar a denúncia.

Reportagem mostra a ‘farra dos pontos’ no Hospital Regional de Sorocaba (Foto: Reprodução/TV Globo)
Durante reportagem da TV TEM e do G1, três médicos foram flagrados participando do esquema conhecido como “farra do ponto”, em que registram a entrada, deixam o hospital e só voltam no fim do expediente, para marcar a saída.
Neste meio tempo, o médico anestesista Francisco Manoel dos Santos Mendes, o cirurgião dentista Elias Agostinho Neto e o cirurgião plástico Newton Canicoba foram para casa, padaria ou academia, fizeram compras e até atenderam pacientes em clínicas particulares. A equipe localizou os médicos para se explicarem sobre os flagrantes.
Durante uma visita a Itatiba (SP), o governador Geraldo Alckmin disse que os profissionais podem devolver os salários, além de serem demitidos, caso a denúncia se confirme.
Uma ação integrada de promotores também investiga a “farra do ponto” no CHS. A “força-tarefa” investiga se outros profissionais que atuam no hospital também agiam dentro do esquema.
*Com informações de Wilson Gonçalves Jr./TV TEM
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