A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta quarta-feira (10) o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz, seu filho, o advogado

Redação Publicado em 11/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 17h45
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta quarta-feira (10) o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz, seu filho, o advogado Tiago Cedraz e outras duas pessoas por tráfico de influência.
Eles são acusados de negociar e receber dinheiro da UTC Engenharia para influenciar o julgamento de processos sobre a Usina Angra 3 que tramitam no TCU.
A denúncia foi encaminhada ao relator do inquérito que investiga o caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. As investigações têm como base a delação do ex-presidente da UTC Ricardo Pessoa.
Na época em que se tornou pública a delação de Pessoa, Aroldo divulgou uma nota para negar as denúncias. Ele disse que sempre agiu com “total isenção” e que suas ações “sempre se pautaram pela ética, lisura e respeito aos princípios republicanos”.
Também no período em que saiu a delação, Tiago Cedraz negou irregularidades e declarou que vai provar a inocência do cliente.
Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do TCU disse que o tribunal não vai se manifestar sobre a denúncia da PGR.
Segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, há elementos que comprovam a entrega de dinheiro em São Paulo, na sede da UTC e, em Brasília, no endereço onde funciona o escritório de Tiago Cedraz.
De acordo com a denúncia, os acertos foram feitos em 2012 e pagos parceladamente até 2014. No total foram pagos R$ 2,2 milhões, segundo Dodge.
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