Isso porque a juíza Lilian Lage Humes, da 23ª Vara Criminal do Fórum Central Criminal da Barra Funda, não havia julgado o caso até este sábado (19), último

Redação Publicado em 20/12/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h11
Isso porque a juíza Lilian Lage Humes, da 23ª Vara Criminal do Fórum Central Criminal da Barra Funda, não havia julgado o caso até este sábado (19), último dia antes do Tribunal de Justiça (TJ) do estado entrar em recesso. A volta do poder judiciário paulista ao trabalho ocorrerá a partir do dia 7 de janeiro. Durante esse período não podem ocorrer julgamentos.
2021 será o ano que o caso Vitor Gurman poderá completar uma década sem resposta. O processo do julgamento da nutricionista está sendo analisado pela Justiça desde o dia 10 de novembro deste ano, quando Gabriela foi interrogada.
A motorista responde em liberdade pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar) por ter atropelado Vitor perto da calçada da Rua Natingui, na Vila Madalena. A vítima morreu cinco dias depois, no hospital.
O Ministério Público (MP) acusa a nutricionista de dirigir sob efeito de álcool e em velocidade acima do limite máximopermitido para a via. Gabriela nega que estivesse alcoolizada ou em alta velocidade. Alega ainda que perdeu o controle do veículo e não viu Vitor.
O G1 não conseguiu localizar os advogados de Gabriela para comentarem o assunto até a publicação desta reportagem. Procurado para comentar o caso, o advogado Alexandre Venturini, que representa os interesses da família da vítima e atua no caso como assistente do MP, lamenta a demora em julgar a acusada pelo crime.
“Durante o recesso não haverá decisão. Infelizmente é o que ocorrerá”, afirmou Venturini. Segundo ele, Gabriela, que chegou a ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa durante parte do processo, conseguiu reverter a decisão na Justiça e, atualmente, pode dirigir se quiser.

Nutricionista é acusada de homicídio culposo no caso do administrador que atropelou e matou em julho de 2011. — Foto: Fotomontagem: Ayrton Vignola/ AE / José Patrício/Agência Estado / TV Globo
Em despacho publicado no dia 9 de dezembro no site do Tribunal do Justiça (TJ), a juíza Lilian alegou que entrou em férias e que, devido à complexidade do caso Vitor Gurman e o acúmulo de trabalho em razão da Covid-19, não conseguiu dar uma sentença ainda.
“Baixo os autos em cartório uma vez que cessada minha designação para atuar perante a 23ª Vara Criminal em função do gozo de férias regulamentares e diante da falta de tempo hábil para sentenciamento do feito devido à sua complexidade e ao acúmulo de serviço decorrente da pandemia do COVID-19, consignando que se trata de processo ao qual a ré responde solta”, escreveu a magistrada.
Como o caso é de crime culposo, caberá a uma das magistradas julgar se Gabriela deverá ser condenada ou absolvida pelo homicídio. E, no caso de condenação, informar o tempo da pena.
Outro motivo que explica a demora da Justiça em dar um desfecho ao caso foi a disputa jurídica entre acusação e defesa para definir se o crime era homicídio doloso (intencional) ou culposo (sem intenção). O MP queria inicialmente que o caso fosse doloso por entender que Gabriela assumiu o risco de matar ao dirigir sob efeito de álcool e em alta velocidade. Em crimes dolosos o julgamento é feito por um júri popular.
Mas os advogados da nutricionista recorreram às instâncias superiores da Justiça, que reclassificaram o caso como culposo. Essa disputa judicial levou vários anos.

Tribunal de Justiça decide que motorista Gabriela Guerrero não vai a júri popular
O Ministério Públicoacusa Gabriela de ter dirigido a Land Rover/Range Rover do então namorado, Rogério de Souza Lima,após ter bebido. Segundo a acusação, ela guiava o veículo numa velocidade entre 62 km/h e 92 km/h. O limite para a rua é de 30 km/h.
O administrador de empresas foi atropelado quando estava caminhando perto da calçada. Câmeras de segurança gravaram os últimos instantes de vida de Vitor.
As cenas mostram ele atravessando a faixa de pedestres. Segundos depois, logo atrás, surge a Range Rover. As imagens não gravaram o momento do atropelamento. Na denúncia apresentada à Justiça, o MP destaca que a pista estava seca e que não havia veículo, objeto, pessoas ou animais que pudessem ter atrapalhado a condução do carro.

Gabriela Guerrero Pereira (no detalhe) passa acima da velocidade limite na via em imagem anexada ao processo. — Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo pessoal
Depois de atingir o administrador de empresas, o carro ainda derrubou um poste de iluminação e capotou. Quando amanheceu, ainda dava para ver a Range Rover tombada depois de ter capotado.
Vitor passou por cirurgia, mas não resistiu e morreu no hospital. Ele chegou a ser socorrido e internado com traumatismo craniano. Resistiu por cinco dias até os médicos constatarem a morte cerebral dele.

Câmera de segurança gravou o momento em que Vitor Gurman (no detalhe) passa pela faixa de pedestre da Rua Natingui — Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo pessoal
Apesar de o laudo do Instituto Médico Legal (IML) ter confirmado que Gabriela dirigia sob efeito de álcool, a defesa da nutricionista alegou à época que ela não estava embriagada e que os reflexos dela estavam normais.
Seus advogados haviam dito também que a nutricionista não estava em velocidade excessiva e que o laudo pericial teve como base elementos inexatos, o que resultou “em conclusões precipitadas” e que “os resultados obtidos pelos peritos não são confiáveis”.

Carro ficou tombado após atropelar Vitor Gurman — Foto: Reprodução/TV Globo
A demora pelo julgamento sempre revoltou a família de Vitor, que tenta educar e conscientizar os futuros motoristas sobre os riscos de beber e guiar.
Em 2010, Vitor havia perdido um colega da faculdade de administração, morto após bater o carro. Isso o marcou a ponto dele falar dessa tragédia na formatura da turma, alertando sobre os riscos de se beber e dirigir.
Em 2012, a Justiça determinou que Gabriela e o então namorado, dono da Range Rover, pagassem uma pensão de R$ 2 mil mensais a avó de Vitor. A alegação é de que a mulher dependia economicamente do neto.

.
.
.
G1 – Globo.
Leia também

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Indicado por Orlando Morando à Faculdade de Direito é alvo do Gaeco por corrupção e lavagem de dinheiro

Mulher salva homem preso nos trilhos segundos antes da passagem de trem no Paraná

Novo vazamento de gás no Centro de São Paulo acende alerta após tragédia no Jaguaré

Youtuber Vitória Mineblox acusa pai de violência doméstica e denuncia suposto favorecimento do Conselho Tutelar de Tianguá

Instagram Plus chega ao Brasil por R$ 10 por mês e marca nova aposta da Meta em assinaturas

Após críticas, Romário muda posição e passa a defender fim da escala 6x1

“Deveria receber salário à altura do que eu trabalho pelo país”, diz ministro do STJ com remuneração de R$ 141 mil

Robô humanóide chuta criança e vídeo repercute na web

Chuva e risco de tempestades podem ameaçar estreia da Copa do Mundo 2026