
Redação Publicado em 08/07/2022, às 00h00 - Atualizado às 07h32
O ex-policial branco Derek Chauvin foi condenado pela Justiça federal dos Estados Unidos nesta quinta-feira (7) a mais de 20 anos de prisão por ter asfixiado com o joelho o afro-americano George Floyd, em maio de 2020.
Essa não é a primeira pena de Chauvin: ele já tinha sido condenado a 22,5 anos de prisão pela Justiça estadual Minnesota, mas apelou da sentença.
A pena federal por “violação dos direitos civis” do afro-americano é definitiva porque deriva de sua admissão de culpa.
O juiz federal, Paul Magnuson, afirmou que o crime merece uma punição substancial. “Realmente não sei porque ele fez o que fez, mas colocar o joelho no pescoço de outra pessoa até ela morrer não é bom”, afirmou.
Durante uma breve intervenção, Derek Chauvin desejou aos filhos de George Floyd que “triunfem na vida”, mas não pediu perdão ou expressou remorso.
A mãe do ex-policial, Carolyn Pawlenty, garantiu que o filho não é racista e que “todas as vidas importam, seja qual for a cor da pele”, parafraseando o lema do movimento Black Lives Matter.
Philonise Floyd, irmão de George, pediu a pena máxima para Derek Chauvin e contou que, desde a tragédia, não consegue dormir.
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