A Polícia Civil concluiu, com base no laudo Instituto Médico Legal (IML) e histórico de hospitais da região, que a moradora de Várzea Paulista (SP) que dizia

Redação Publicado em 07/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h40
A Polícia Civil concluiu, com base no laudo Instituto Médico Legal (IML) e histórico de hospitais da região, que a moradora de Várzea Paulista (SP) que dizia estar grávida, desapareceu e foi localizada sem a barriga, não esperava nenhum bebê.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcel Fehr, a mulher, que terá a identidade preservada, foi indiciada por falsidade ideológica e falsa comunicação de crime por conta de provas que negam a versão contada por ela à investigação quando sumiu em dezembro do ano passado, e chegou a mobilizar uma campanha pela família. Procurada pelo G1, a mulher não quis falar sobre o caso.
Em depoimento à polícia, na época do desaparecimento, ela contou que passou mal, procurou atendimento, foi transferida e o suposto bebê teria morrido. Entretanto, ela não tinha nenhuma documentação para comprovar a morte.
“As provas são ofícios respondidos pelo Hospital Universitário no sentido de que ela jamais esteve lá para fazer qualquer acompanhamento pré-natal e também não deu entrada no dia que contou que foi transferida pelo resgate”, explica o delegado.
Ainda segundo a polícia, o Samu, que teria a levado de Várzea Paulista a Jundiaí, apresentou registros que não constam a moradora como paciente nos dias informados por ela.
A dona de casa também passou pelo IML. O laudo destaca que não foi achado indício de gestação e nem mesmo qualquer atividade de trabalho de parto.
O inquérito da Polícia Civil será encaminhado ao Fórum de Várzea Paulista.
O companheiro dela, que preferiu ter a identidade preservada, disse ao G1, logo após o desaparecimento, que estava trabalhando quando a mulher teria sentido dores e procurado ajuda na unidade de saúde do município, antes de ser transferida para um hospital, quando sumiu.
Segundo o homem, os dois moram juntos, mas não são casados. O casal chegou a comprar móveis e roupas para o bebê. A mulher também publicou algumas fotos no Facebook para mostrar a barriga.
“Eu sentia o bebê mexer, as irmãs dela também. Nós ainda compraríamos mais coisas de criança, não íamos gastar tudo isso se não tivesse bebê. Não tem lógica falarem que ela não estava grávida”, disse o companheiro.

Amigos e familiares mobilizaram campanha pela internet (Foto: Arquivo pessoal)
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