O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nesta quinta-feira (4) as alegações finais no segundo processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Redação Publicado em 04/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 13h48
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nesta quinta-feira (4) as alegações finais no segundo processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato. No documento, os procuradores reforçam o pedido de condenação de Lula no processo sobre o terreno onde seria construído o Instituto.
A apresentação das alegações finais é o último trâmite do processo antes da sentença do juiz, que não tem limite de prazo para ser publicada.
A ação penal apura se o ex-presidente recebeu o apartamento vizinho ao dele, em São Bernardo do Campo, como propina.
Em 14 de setembro, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, abriu o prazo para que o MPF apresentasse as alegações.
Na denúncia, apresentada em 15 de dezembro de 2016, os procuradores afirmam que a Construtora Norberto Odebrecht pagou R$ 12.422.000 pelo terreno onde seria construída uma nova sede para o Instituto Lula, obra que não foi feita.
Conforme a denúncia, o ex-presidente recebeu, como vantagem ilícita, uma cobertura em São Bernardo do Campo, vizinha ao apartamento dele. Para a compra do imóvel, foram aplicados R$ 504 mil, de acordo com o MPF.
Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde o dia 7 de abril.
O ex-presidente também é réu em uma terceira ação da operação que envolve um sítio em Atibaia, no interior paulista.
Esta reportagem está em atualização.
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