O Itamaraty - órgão que representa o Ministério das Relações Exteriores - se manifestou sobre a lista divulgada por Michelle Bachelet, alta comissária de

Redação Publicado em 15/09/2020, às 00h00 - Atualizado às 13h08
O Itamaraty – órgão que representa o Ministério das Relações Exteriores – se manifestou sobre a lista divulgada por Michelle Bachelet, alta comissária de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidos, durante o seu discurso na abertura do Conselho de Direitos Humanos, na última segunda (14), que incluiu o Brasil como um dos países do mundo com a situação mais preocupante neste assunto.
O governo brasileiro criticou e acusou o órgão multilateral de “não ser objetivo” ao tratar a questão dos direitos humanos no Brasil.
“No Brasil, estamos recebendo relatos de violência rural e despejos de comunidades sem terra, bem como ataques a defensores dos direitos humanos e jornalistas, com pelo menos 10 assassinatos de defensores dos direitos humanos confirmados este ano”, disse Bachelet em seu discurso.
O governo brasileiro respondeu a ex-presidente do Chile e alta comissária dizendo que “Lamentamos que o seu escritório continue sendo enganado”, no entanto não explicaram o que levaria a entidade ao erro.
Bachelet aponta que o desmonte da política de participação da sociedade civil em órgão federais, promovido pelo governo Bolsonaro, tem o intuito de esvaziar os conselhos e impedir que ativistas se pronunciem nas estruturas governamentais.
“A contínua erosão dos órgãos independentes de consulta e participação das comunidades também é preocupante. Peço às autoridades que tomem medidas fortes para garantir que todas as decisões sejam fundamentadas nas contribuições e necessidades de todas as pessoas no Brasil”, disse Bachelet, que também mencionou o alto envolvimento militar nas estruturas do governo
O Itamaraty respondeu novamente dizendo que não concorda com nenhum dos pontos apresentados por Bachelet. “A segurança pública é um assunto central para o Brasil. Trata-se de uma prioridade fundamental para nosso governo, tanto no setor rural como urbano e é essencial para os direitos humanos, tais como direito à vida, à liberdade e propriedade”, disse.
“Nosso governo está tendo êxito na luta contra o crime. Em 2019, houve queda significativa de crime violentos, com 20% de queda em assalto seguido de morte, complementou.
.
.
.
iG
Leia também

MEC disponibiliza manual a profissionais de alfabetização

Delegacia de Defesa da Mulher Online de SP registrou mais de 60 mil BOs de vítimas de violência doméstica em 2 anos de pandemia

Presidente do TRT-2 aceita plano de saúde, sem licitação; órgão já tem serviço contratado

A Balança do STF: Prisão de Monique Medeiros e a Justiça por Henry Borel

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Motorista de Porsche provoca colisão com motos e carros após perder o controle na Zona Sul de São Paulo

Tebet diz que família Bolsonaro fabricou crise com os EUA e critica atuação contra interesses do Brasil

Após recaída, Rafael Cardoso inicia tratamento em clínica de reabilitação

Fachin cria grupo para revisar penduricalhos e padronizar pagamentos

MEC prorroga inscrições do Enem 2026 e candidatos ganham mais uma semana para se cadastrar