A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Adern propôs que empregadores adotem uma semana de apenas quatro dias úteis, bem como outras medidas de

Redação Publicado em 20/05/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h17
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Adern propôs que empregadores adotem uma semana de apenas quatro dias úteis, bem como outras medidas de flexibilização das regras de trabalho para impulsionar o turismo local, e ajudar funcionários a equilibrarem melhor suas tarefas e vidas pessoais. A proposta foi compartilhada em uma live no Facebook, e mostra como o país já se planeja para uma retomada de todas as atividades após a pandemia da Covid-19 .
Jacinda contou que recebeu todo tipo de proposta para estimular a economia e incentivar o turismo doméstico enquanto as fronteiras permanecem fechadas para estrangeiros, desde uma semana mais curta de trabalho até a criação de mais feriados. A primeira-ministra explicou que muitos neozelandeses afirmaram que viajariam mais internamente se tivessem mais flexibilidade em suas vidas profissionais.
“Eu ouço muitas pessoas sugerindo que deveríamos ter uma semana de trabalho de quatro dias. Em última análise, isso realmente ocorre entre empregadores e funcionários. Mas, como eu disse, aprendemos muito sobre a Covid-19 e a flexibilidade das pessoas que trabalham em casa, a produtividade que pode ser tirada disso. Eu realmente incentivaria as pessoas a pensarem nisso, se você é um empregador e está em posição de fazê-lo. Pense se isso é algo que funcionaria no seu local de trabalho porque certamente ajudaria o turismo em todo o país”, afirmou.
Os comentários animaram os neozelandeses, que têm se questionando quais as mudanças serão causadas no país por conta da pandemia. Milhares trabalhadores do país foram demitidos durante o período de medidas restritivas. A economia deve contrair até 8% este ano, informou o FMI, enquanto os números de desemprego podem exceder 15% e chegar a 30%.
Na última semana de abril, Jacinda informou à população que o país “venceu a batalha” contra a Covid-19 por ter eliminado a transmissão comunitária do vírus – quando não se sabe como uma pessoa foi contaminada – e começou o relaxamento das medidas restritivas para a circulação de pessoas. O país que tem cerca de 5 milhões de habitantes confirmou 1.153 casos do coronavírus e 21 mortes.
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