Ao comentar o teor do vídeo da sua reunião ministerial , o presidente Jair Bolsonaro admitiu na noite desta sexta-feira (22) que temia uma operação de busca e

Redação Publicado em 23/05/2020, às 00h00 - Atualizado às 14h35
Ao comentar o teor do vídeo da sua reunião ministerial , o presidente Jair Bolsonaro admitiu na noite desta sexta-feira (22) que temia uma operação de busca e apreensão contra seus filhos e citou preocupação em estar sendo perseguido pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. As declarações corroboram a sua intenção de trocar o superintendente da Polícia Federal do Rio para proteger familiares e amigos, como declarou no vídeo da reunião.
Um dos filhos de Bolsonaro , o hoje senador Flávio Bolsonaro, é investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio sob suspeita de um esquema de rachadinha (devolução de salários e desvio de recursos públicos) que funcionaria em seu gabinete na época em que era deputado estadual. No dia 18 de dezembro, o ex-assessor Fabrício Queiroz e outros funcionários do gabinete foram alvo de uma operação comandada pelo MP do Rio sobre o esquema – uma loja de chocolates de Flávio foi alvo também.
“O tempo todo vivendo sob tensão, possibilidade de busca e apreensão na casa de filho meu, onde provas seriam plantadas. Levantei isso, graças a Deus tenho amigos policiais civis e policiais militares do Rio de Janeiro, que isso tava sendo armado pra cima de mim”, disse Bolsonaro.
Em seguida, o presidente relatou o diálogo que teve com o então ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, que era o chefe da Polícia Federal:
“Moro, eu não quero que me blinde, mas você tem a missão de não deixar eu ser chantageado”, teria dito.
Em seu Twitter, Moro respondeu ao presidente, afirmando que não cabe ao Ministério da Justiça obstruir investigações da Justiça Estadual.
“Não cabe também ao Ministro da Justiça obstruir investigações da Justiça Estadual, ainda que envolvam supostos crimes dos filhos do Presidente. As únicas buscas da Justiça Estadual que conheço deram-se sobre um filho e um amigo em dezembro de 2019 e não cabia a mim impedir”, disse o ex-ministro.
IG
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