Criminosos do Distrito Federal negociam pela internet a venda de cartões de crédito extraviados de outros clientes. A prática é considerada crime tanto por

Redação Publicado em 25/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 14h57
Criminosos do Distrito Federal negociam pela internet a venda de cartões de crédito extraviados de outros clientes. A prática é considerada crime tanto por parte de quem vende quanto pela de quem compra. A reportagem também encontrou casos do tipo em Goiás, Mato Grosso e Paraná.
Os cartões de crédito são anunciados em redes sociais e em sites de compra e venda. Os valores mudam de acordo com o limite disponível no cartão. A entrega pode ser feita de duas maneiras: pelos Correios ou em mãos por meio de um entregador.
A reportagem da TV Globo entrou em contato por telefone com os anunciantes e simulou uma compra.
“O de [limite de] R$ 3 mil eu consigo fazer pra senhora hoje. Essa semana, que está na promoção, ele está saindo por R$ 300. A semana que vai entrar agora vai chegar mais uns cartões pra mim, mas o preço vai ser um pouquinho mais caro, entendeu?”, disse um deles.
Outro bandido foi mais claro ao explicar a origem dos cartões vendidos. “Eu vendo. Eles são extraviados. Os limites são de R$ 800 a R$ 1.400. Você tem interesse em algum? O cartão é extraviado. Eu peço ele em nome de terceiros, entendeu? Aí dá para usar, o prazo de usar é 15 dias. Passou de 15 dias, todos caem.”
De acordo com o delegado da Coordenação de Repressão dos Crimes contra o Patrimônio, Wisley Salomão, essa prática é considerada crime pra quem vende e pra quem compra o cartão de crédito.
“Isso se trata de um provável golpe tanto de quem anuncia tanto de quem faz a compra desse produto, que é um produto objeto de um crime. Quem anuncia, mesmo não entregando, e quem compra, mesmo não recebendo, responde pelo crime”, afirmou o delegado.

Cartões são clonados e anunciados livremente na internet. Os valores variam de acordo com o limite disponível no cartão. — Foto: Arquivo pessoal
Os vendedores dos cartões, se forem pegos pela polícia, podem responder por receptação. Quem for flagrado usando o cartão clonado pode ser acusado de estelionato.
Em nota, o site Mercado Livre, utilizado para as negociações, informou que bloqueia usuários quando recebe denúncia de práticas ilegais. A empresa disse, ainda, que todos os anúncios têm um botão de denúncia para coibir condutas irregulares.
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