Diário de São Paulo
Siga-nos

Tarcísio confirma prisão de servidor estadual ligado a ataques contra ônibus em SP

Governador afirmou que as investigações seguem para identificar motivações e punir os responsáveis pelos atos de vandalismo

Tarcísio comenta prisões e reforça investigação sobre vandalismo no transporte público - Imagem: Fernando Nascimento / Governo SP
Tarcísio comenta prisões e reforça investigação sobre vandalismo no transporte público - Imagem: Fernando Nascimento / Governo SP

Lívia Gennari Publicado em 22/07/2025, às 16h20


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), revelou nesta terça-feira (22) que um homem preso pela polícia é servidor estadual e está ligado aos ataques a ônibus ocorridos em São Paulo. O suspeito prestou depoimento às autoridades nesta manhã e é apontado como um dos organizadores das ações de vandalismo.

De acordo com o governador, as motivações para os ataques são diversas e ainda estão sob investigação. "Algumas pessoas presas não apresentam uma motivação clara para os ataques", afirmou o Freitas.

Ele ressaltou que as investigações buscam identificar conexões entre os envolvidos para que os responsáveis sejam punidos com rigor.

Ainda nesta manhã, a Polícia Civil também prendeu outro homem suspeito de envolvimento nos ataques, em São Bernardo do Campo. Ele confessou ter participado de ao menos 16 ações contra ônibus na região metropolitana. Na casa dele, a polícia encontrou estilingues, pedras e outros materiais que poderiam ser usados em futuros ataques.

Número de ataques preocupa

Entre 12 de junho e a última segunda-feira (21), o sistema municipal de transporte público da capital paulista registrou 530 veículos depredados, segundo dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans. Na região metropolitana de São Paulo, outras 27 cidades contabilizaram 813 ataques a ônibus no mesmo período.

Polícia busca entender motivações 

A polícia investiga como principal hipótese uma disputa interna no sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo, envolvendo grupos rivais que disputam o controle da categoria. Essa disputa poderia ter provocado a onda de vandalismo como estratégia para prejudicar empresas concorrentes.

Além disso, as autoridades também apuram outras duas linhas de investigação: uma possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o envolvimento de desafios virtuais na internet, que poderiam estar incentivando os ataques.

As investigações continuam em andamento, enquanto os órgãos de segurança pública adotam medidas para prevenir novos incidentes e garantir a segurança da população no transporte público.


últimas notícias