Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a aplicação em pessoas que foram expostas ao vírus ou a grupos de risco

G1 Publicado em 27/07/2022, às 08h32
O estado de São Pauloé o que mais registra casos de monkeypox, a varíola dos macacos, em todo o país: são 595, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde. Com 813 diagnósticos positivos, o Brasilé o sexto país no mundo com mais casos.
A líder técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controle da doença, Rosamund Lewis, disse que a situação brasileira é muito preocupante e que é importante que as autoridades tomem conhecimento da emergência de saúde pública de interesse internacional e tomem as medidas adequadas.
Uma das principais ações de combate é conseguir a vacina que garante proteção de 80% contra o vírus, que está sendo fabricada na Dinamarca. O governo do estado já informou que pretende comprar doses ou até produzi-las no Instituto Butantan.
Neste momento, a OMSnão recomenda a vacinação em massa, mas a aplicação de doses em pessoas que foram expostas ao vírus ou a grupos que estejam em risco maior, como profissionais da saúde.
Em SP
No Hospital Emilio Ribas - referência para o diagnóstico e tratamento da varíola dos macacos na capital, de 30 a 40 pessoas têm buscado atendimento por dia para fazer o teste e saber se estão com a doença.
Uma das explicações médicas para a doença ter se espalhado com tanta rapidez é que, em muitos casos, os sintomas têm sido discretos. Algumas pessoas apresentam, por exemplo, poucas lesões na pele e não se isolam, como é recomendado.
O infectologistaMario Gonzalez alerta, porém, que a contaminação pode acontecer antes mesmo de qualquer sintoma aparecer.
“Algumas pessoas já podem transmitir um pouco antes de apresentar sintomas, de 4 a 8 horas antes dos sintomas, das lesões de pele, já podem estar transmitindo. O que estamos observando é que há espectro de sintomas e lesões. Pode variar de lesão única na pele a milhares de lesões na pele. Tem pessoas que têm algo muito leve e por conta disso nem cancelam os compromissos que elas têm, vão a festas, bares, fazem encontros íntimos, mantêm relações com outras pessoas e podem continuar transmitindo.”
Quando as lesões surgem, elas parecem espinhas ou bolhas e podem ser acompanhadas de ínguas - que são os gânglios inchados - febre, dor no corpo.
E apesar do nome, a doença não é transmitida pelo macaco, de acordo com Rafael Rossato, analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros/Icmbio.
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