Homem de 51 anos foi internado após consumir bebida adulterada em São Bernardo do Campo; estado já registra 12 mortes ligadas à contaminação por metanol.

Redação Publicado em 28/05/2026, às 10h05
São Paulo confirmou um novo caso de intoxicação por metanol em bebida adulterada, totalizando 54 vítimas desde o início das investigações, com 12 mortes registradas em várias cidades do estado.
O metanol, um álcool tóxico, foi identificado em bebidas que causaram sérios danos à saúde, levando autoridades a intensificarem operações contra fábricas clandestinas e prisões relacionadas à adulteração.
As ações resultaram na apreensão de 140 mil vasilhames e 66 prisões em 2025, enquanto a Polícia Civil continua a investigar a produção e distribuição das bebidas contaminadas.
O estado de São Paulo registrou um novo caso confirmado de intoxicação por metanol em bebida alcoólica adulterada, elevando para 54 o número total de vítimas desde o início das investigações. O caso mais recente envolve um homem de 51 anos, morador de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Segundo informações divulgadas pela TV Globo e pelo g1, o paciente começou a apresentar sintomas no dia 18 de maio e foi internado no Hospital de Urgência do município no dia seguinte. Após tratamento médico, ele recebeu alta hospitalar e segue em recuperação.
A confirmação da presença de metanol ocorreu em 26 de maio. Agora, a Vigilância Sanitária tenta identificar onde a bebida adulterada foi consumida.
O avanço dos casos preocupa autoridades de saúde e segurança pública. Até o momento, 12 pessoas morreram após ingerirem bebidas contaminadas em diferentes cidades paulistas, incluindo São Paulo, São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí, Sorocaba e Mauá.
O metanol é um álcool altamente tóxico utilizado industrialmente em solventes e produtos químicos. Quando ingerido, ele pode provocar cegueira, danos neurológicos, insuficiência renal, coma e morte.
Entre as vítimas fatais mais recentes está Willian de Souza Turvollo, de 26 anos, morador de Mauá. Segundo a investigação, ele teria consumido vodca adulterada antes de passar mal. A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária apreenderam garrafas da bebida em uma adega da cidade.
As autoridades paulistas intensificaram as operações contra fábricas clandestinas e esquemas de falsificação. Desde o início da crise, 46 pessoas foram presas por envolvimento na adulteração de bebidas alcoólicas, totalizando 66 prisões em 2025.
As ações também resultaram na apreensão de cerca de 140 mil vasilhames, mais de 22 mil garrafas e quase meio milhão de itens usados na falsificação, como rótulos e lacres.
Especialistas alertam que os sintomas iniciais da intoxicação podem ser confundidos com ressaca comum, incluindo náuseas, dores abdominais, visão turva, vômitos, cefaleia e desorientação. Em casos suspeitos, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.
A Polícia Civil segue investigando toda a cadeia de produção e distribuição das bebidas adulteradas que circulam no estado.
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